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João Lourenço reconhece sacrifício de enfermeiros

O Presidente da República, João Lourenço, reconhece o sacrifício dos enfermeiros que, muitas vezes, em condições difíceis, trocam noites de sono para salvar vidas.

João Lourenço reconhece sacrifício de enfermeiros
João Lourenço reconhece sacrifício de enfermeiros

Enfermeiros trocam dias de lazer para tratar dos doentes
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro

Numa mensagem de felicitações por ocasião do Dia Internacional do Enfermeiro, que hoje se assinala, disse que estes profissionais “trocam os dias de lazer para cuidar dos enfermos” e “trocam o convívio com a família pelo bem-estar dos seus pacientes”.
O Titular do Poder Executivo considerou que se precisa trabalhar para garantir que esse esforço abnegado seja efectivamente valorizado e compensado. Lembrou, neste sentido, que o Executivo aprovou, nesta legislatura, um novo regime de carreira que visa o reconhecimento e valorização da classe.
Segundo o Presidente da República, os órgãos competentes do Estado devem continuar a empenhar-se na melhoria das condições de vida e de trabalho dos nossos profissionais. De igual modo, João Lourenço espera que esta data sirva também para se identificarem as novas perspectivas e desafios que se impõem a quem cuida da saúde de todos.
“Saúdo e felicito, por essa razão, todas as enfermeiras e enfermeiros angolanos que, com dedicação e sacrifício, prestam cuidados de saúde à nossa população e zelam pelo seu bem-estar, contribuindo para salvar muitas vidas”, lê-se na mensagem do Presidente da República.

Queixas dos profissionais

Os enfermeiros angolanos ainda enfrentam muitas dificuldades, que, segundo o bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola, Paulo Luvualo, exigem muito destes profissionais. Apesar disso, lamentou, não se presta a devida atenção aos mesmos.
Paulo Luvualo, que falava recentemente durante uma visita de constatação de deputados da 6ª Comissão da Assembleia Nacional à Ordem, disse que os enfermeiros continuam a trabalhar em condições difíceis, com precárias condições de habitabilidade, sobretudo nos municípios longínquos, factores que dão azo à falta de humanização nos serviços de saúde.
A questão do desemprego, inadequação do regime de carreiras, a proliferação de escolas de enfermagem sem qualidade, a falta de pagamento de horas acrescidas, a discriminação e desrespeito dos profissionais, falta de promoção, dentre outras, constam das dificuldades que o pessoal da saúde enfrenta.
Paulo Luvualo revelou ainda que estão no desemprego mais de dez mil enfermeiros. A Ordem, disse, recebeu e avaliou 45 mil processos de enfermeiros, formados entre 1975 e 2017, mas credenciou apenas 28.483, dos quais 18.341 conseguiram emprego nas instituições públicas de saúde. Dentre os profissionais por empregar constam enfermeiros especialistas bacharéis, técnicos médios especializados, técnicos médios e auxiliares de enfermagem.
Criada a 28 de Novembro de 2002, a Ordem dos Enfermeiros de Angola actua na promoção, protecção, recuperação da saúde e reabilitação das pessoas, respeitando os preceitos ético-legais, e procura desenvolver esforços para afirmação e melhoria das condições de vida dos profissionais desta área vital da sociedade.
O Dia Internacional da Enfermagem é celebrado desde 1965. Porém, oficialmente, esta data só foi estabelecida em 1974, a partir da decisão do Conselho Internacional de Enfermeiros.
O dia 12 de Maio foi escolhido em homenagem ao nascimento de Florence Nightingale, considerada a “mãe” da enfermagem moderna. Florence Nightingale, de nacionalidade inglesa, nasceu em Florença, na Itália. Era cristã anglicana, tendo, aos 17 anos, decidido tornar-se enfermeira, acreditando ter um chamado de Deus para fazer enfermagem.
Na Guerra da Crimeia, em que o Reino Unido participou, entre 1853 e 1856, o seu trabalho se tornou mais conhecido. Ela foi chamada de “Dama da Lâmpada”, instrumento que usava durante a noite para ajudar melhor os feridos.

JA

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