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Ministro desentende-se com chefe da secreta

Foram assinalas discórdias entre o Ministro das relações exteriores Manuel Domingos Augusto e o Director Geral do Serviço de Inteligência Externa, general José Luís Caetano Higino de Sousa “Zé Grande”, respeitante aos critérios de acomodação de agentes secretos nas embaixadas.

Fonte: Club-k.net

Em relação a nomeação de agentes secretos nas embaixadas

Ministro desentende-se com chefe da secreta
Ministro desentende-se com chefe da secreta

Por tradição, as embaixadas angolanas acolhem operativos do Serviço de Inteligência Externa (SIE) que geralmente são despachados em comissão de serviços como diplomatas com a categoria de primeiros secretários ou de conselheiros. O Director do SIE indica e o titular da diplomacia assina os despachos de nomeação.

Há algumas semanas, o director do SIE, remeteu ao MIREX uma lista de nomes de operativos para serem nomeados por Manuel Augusto e de seguida serem despachados para o exterior. O Ministro, segundo apurou o Club-K, não deu provimento as propostas alegando de que os futuros nomeados não deveriam sair como “conselheiros” como acontecia no passado, por se tratar de uma categoria exclusiva para funcionários do MIREX. A contra proposta do governante é de que os quadros do SIE, em comissão de serviço para missões externas, podem sair simplesmente como “Primeiros secretários.”

De forma a haver entendimento entre as partes, registrou-se o mutuo consenso em que o SIE criou uma comissão de trabalho para se reunir com o MIREX. As partes acordaram os moldes das nomeações e nos próximos dias, o ministro Manuel Augusto deverá assinar os despachos de nomeação dos quadros da “secreta externa” que devem seguir para as embaixadas sob capa de diplomatas.

As propostas do general Zé Grande, segundo se ventila, são quadros recentemente admitidos no SIE cuja falta de experiencia jogam contra a seriedade do director quanto a este assunto. Em meios da secreta há inclusivo mensagens a circular alegando que com a entrada de “mais de 70 funcionários entre os quais amigos, familiares ou conhecidos do DG”, o SIE parece-se como “uma instituição de caridade do que propriamente de responsabilidades acrescidas e de segurança”.

“Impõe-se também uma repreensão ao Ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto que não tem moral alguma para se opor ao Director do SIE, porquanto embora em menor grau, continua ele mesmo e o seu Secretário Geral Agostinho Van-Dunem a mandar às missões diplomáticas no exterior principalmente na Europa e África do Sul, gente sua.”, le-se na mensagem de reação ao “braço de ferro” registrado entre as duas instituições (MIREX e SIE).

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