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Nomeação de João Melo perturba DG do Jornal de Angola

A nomeação de Aníbal João da Silva Melo como novo ministro da Comunicação Social, e de Luís Fernando como responsável da comunicação da Presidência da República, coloca o director geral do Jornal de Angola, António José Ribeiro, numa situação de perturbação e de orfandade devido a desinteligência que o mesmo teve no passado com estas duas figuras que agora se tornaram seus superiores hierárquicos.

Os seus arqui-rivais tornaram-se patrões  da comunicação social
Em Abril do ano de 2009, o escritor e actual ministro João Melo passou a ser censurado no Jornal de Angola. Os seus textos deixaram de ser publicados na redação de José Ribeiro por considerar que continha algum “teor critico” que atrapalhavam a linha editorial do jornal. O exemplo mais visível foi a publicação de um texto de João Melo intitulado “Recados para uma nova transição”, a proposito do que o autor chamou  de “nova” burguesia angolana.
Depois da publicação daquele texto, os seguintes deixaram de ter prioridade no Jornal de Angola e, a dada altura, segundo uma publicação do Club-K, teve de ser a deputada do MPLA Tchizé dos Santos a fazer reparos face a marginalização que João Melo estava a ter no Jornal de Angola.
Neste período de censura, o actual ministro passou a escrever unicamente na sua revista “África 21”.  Porém, voltaria a ter as portas abertas no Jornal de Angola, na véspera da campanha eleitoral, quando  foi chamado para coordenar a parte da comunicação social da campanha do MPLA, necessariamente aos “espaços de antena”.
José Ribeiro vs Luís Fernando 
António José Ribeiro entrou como diretor do Jornal de Angola em 2006, em substituição do  jornalista e escritor Luís Fernando. Quando ai se firmou desenvolveu uma purga culminando com o afastamento e marginalização de jornalistas como Luísa Rogerio, Osvaldo Gonçalves, Caetano Junior e outros, acusados de serem leais ao antigo diretor  Luís Fernando.
Ribeiro usou as paginas do Jornal de Angola para subentendidamente fazer acusações contra os seus colaboradores (suspeitos de ligação a Luís Fernando) e apresentar o  jornal “O PAÍS”, de que Luís Fernando era diretor-geral, como seu bode de expiatório.
O grupo de Ribeiro fez circular a mensagem de que a Luís Fernando teve uma gestão danosa no Jornal de Angola e que teria se aproveitado do seu cargo para sobrefactuar na compra de uma rotativa na Índia que terá supostamente custado aos cofres do Estado angolano 8 milhões de dólares e que apesar da compra, a mesma durou pouco tempo por ter sido segunda mão.
 Luís Fernando foi também como tendo se feito com  um património no ramo da restauração na qual se incluía uma churrascaria “Kileião”, localizada na Samba. A ala de José Ribeiro chegou inclusive de identificar um empresário do regime,  Lourenço dos Anjos Duarte Gomes, como a figura a quem Luís Fernando havia se aproximado para o ajudar na gestão do património que lhe estava a ser atribuído.
Poucos dias depois de ter sido nomeado como responsável da comunicação institucional da Presidência, o jornalista Luís Fernando reagiu, nas redes sócias, ao levantamento de acusações de praticas de corrupção enquanto gestor do Jornal de Angola da seguinte maneira: “Nunca mexi em nada indevido meu camarada Matos Mota Kito. Tudo o que se armou a meu respeito foi mera intriga de quente que se julgava mais merecedora dos lugares que ocupei, na RNA, mas sobretudo no Jornal de Angola.”
 Segundo Luís Fernando foi “tudo histórias inventadas, uma cabala. As pessoas andam ai e já me pediram desculpas por tudo, umas dizem terem sido usadas, outras simplesmente repetiam idiotices que ouviam por ai. Não sou pessoa apegada a bens matérias. Quem comigo priva sabe bem. Assunto encerrado”.
 Luís Fernando é agora o patrão da comunicação social junto ao palácio presidencial, função que no passado foi ocupada por Aldemiro Vaz da Conceição, o responsável pela insistência e manutenção de José Ribeiro  no Jornal de Angola.
 Assim sendo, Ribeiro esta condenado a ter como chefe figuras que ele hostilizou e marginalizou restando-lhe uma única saída: colocar o seu lugar a disposição para dar lugar a uma quadro que não esteja comprometido com a “idolatria presidencial”. Agora para “desgraça” de José Ribeiro, as duas figuras que ele marginalizou tornaram-se agora os patrões da comunicação social em Angola.  Em meios que acompanham o assunto sugerem apenas duas saídas a José Ribeiro: Um pedido de desculpas públicas a Melo e Fernando, ou apresentar a sua demissão para dedicar-se a agricultura na  fazenda que comprou na Quibala.

 

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