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Novos médicos reforçam a Saúde no Cuanza Sul

O ministro da Saúde anunciou ontem, para breve, o envio de 50 médicos nacionais para reforçarem a assistência médica à população residente nos diferentes municípios do Cuanza Sul.

Luís Gomes Sambo, que falou no Sumbe, durante o encontro com os quadros e técnicos do sector, no âmbito da visita  ao Cuanza Sul, com o propósito de avaliar o estado do sector a nível da província, denunciou igualmente a falta de disciplina na gestão de medicamentos, salientando que os mesmos chegam a ser desviados para o sector privado, tendo recomendado às estruturas afins o reforço dos mecanismos de controlo. “A gestão de medicamentos deve começar pelo director provincial, passando pelos responsáveis das respectivas áreas, para se garantir uma gestão coerente dos fármacos e de equipamentos, evitando-se desvios e outros fenómenos que dificultam a actividade do sector”, disse.
O ministro defendeu o aprimoramento dos mecanismos de gestão dos recursos humanos para adequar a estrutura funcional do sector às exigências actuais e manifestou-se apreensivo com as preocupações apresentadas pelos técnicos, salientando que a solução passa pelo diálogo entre estes a direcção provincial.
“Foram aqui apresentadas questões que denotam a não observância da lei e outros diplomas legais que regulam o funcionamento do sector da Saúde, incluindo a falta de diálogo entre a direcção provincial e os técnicos”, afirmou o ministro, que também manifestou preocupação com a falta de medicamentos em algumas unidades, quando o depósito provincial de medicamentos e equipamentos dispõe dos mesmos. “Há reclamações da falta de medicamentos nas unidades hospitalares de Porto Amboim, Amboim e até do Sumbe, quando os mesmos existem no depósito provincial”, disse.
Luís Gomes Sambo reconheceu a existência de situações ligadas aos processos de transição de carreiras, discrepâncias salariais entre os técnicos, exiguidade de subsídios de turno e outras regalias previstas por lei, mas acalentou esperanças em dias melhores, tão logo se ultrapassem os constrangimentos de ordem financeira do país.
“A difícil situação económica e financeira do país abarca todos os sectores e a transição de carreiras, admissão de mais quadros para o sector depende da disponibilidade financeira”, disse o ministro, garantindo, para os próximos tempos, a solução da questão relacionada com as carreiras médicas e outras especialidades, bem como a competência dos hospitais municipais. Ainda sobre o processo de gestão adequada dos recursos humanos, o director nacional dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde, António Martins, esclareceu que a falta de domínio do dispositivo administrativo por parte das direcções provinciais concorreu para a existência de situações pendentes, que, no seu entender, vão levar tempo para a sua solução.

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