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Paulo Flores tem o melhor Disco do Ano

O álbum “Kandongueiro Voador”, do músico Paulo Flores, venceu a categoria de Melhor Produção Discográfica do 19.º  concurso Top Rádio Luanda, edição na qual se destacaram ainda o estreante Filho do Zua e o consagrado Robertinho.

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Fotografia: JAImagens| Fotógrafo

A divulgação e atribuição dos troféus aos vencedores decorreu em cerimónia realizada na noite de quinta-feira, em Luanda, por ocasião dos 442 anos de existência da capital angolana, onde foram premiadas as criações musicais, videoclipes e produção de espectáculos realizados no ano transacto.
A diversidade musical do mais recente álbum de Paulo Flores, cuja matriz é o semba e  kizomba, e escorre pela morna, Música Popular Brasileira (MPB) e diferentes géneros da música contemporânea com fusões de ritmos de música electrónica, convenceu os votantes e permitiu uma apreciação mais minuciosa sobre o que seria “o melhor álbum”, superando “Picante 6 – O Património do Povo”, de DJ Dias Rodrigues, “Amor é Cego”, de Anselmo Ralph, e “Panamera”, de Preto Show.
O troféu ao artista, que para muitos é um dos melhores compositores da actualidade, é igualmente um reconhecimento dos amantes da música angolana pelas décadas de trabalho árduo e de qualidade constante.
O disco “Kandongueiro Voador” tem 12 temas, sendo 11 inéditos, cantados numa linguagem mais poética que retratam o quotidiano dos angolanos e a dinâmica dos acontecimentos.
Filho do Zua “roubou a cena” aos colegas indicados com o maior número de categorias nomeadas. O artista dominou o Top Rádio Luanda, com dois troféus, referentes ao Kizomba do Ano, com o tema “Saia Dela” e Voz Revelação Masculina.
Voz que se tornou uma marca na música angolana, pelo jeito de interpretar e de transportar pequenos contos à canção, o compositor e cantor recebeu o diploma de mérito, medalha e troféu sob muitos aplausos.
A persistência e a fidelidade de Robertinho para com a música popular angolana convenceu a organização do Top Rádio Luanda que atribuiu ao cantor o Prémio Carreira. A trajectória de mais de 30 anos de êxitos onde pontificam temas como “Joana” e “Kalamaxinde” não podia passar despercebida desde que a categoria foi criada, motivo pelo qual foi escolhido entre muitos outros artistas que contribuíram para escrever a história da música, em particular do semba.
A categoria Espectáculo do Ano, a qual é distinguida a produção, teve como vencedor a empresa Nova Energia pela realização do espectáculo dos Jovens do Prenda, inserido no projecto Show do Mês. Yola Semedo e Ivan Alekxei arrebataram os troféus de Voz Feminina e Masculina, respectivamente, enquanto o Folclore do ano é o tema “Pedra no Sapato”, de Baló Januário, Semba do Ano (“Ngongo” – interpretada por Eddy Tussa), Gospel (“Deus é grande” – Irmã Cubana), Gueto Zouk (“Beijinho no ombro” – Edmázia).  A lista das 19 categorias completa com Afro Jazz (“Namoro” – Toty Sa’Med), Revelação Feminina (Abiude), Balada (“Deus me consola” – Miguel Buíla), Kuduro (“Abre o livro” – Noite e Dia), Afro House (“Ninguém Foge” – Os Moikanos), Rap (“Uh la la la” – Mob), Vídeoclipe (“Nakuzanga” – Yola Araújo), Versão do ano (“Boca Azul” – L’Vincy, original de Maya Cool).

Artes plásticas

A transmissão de um áudio sobre a trajectória das artes plásticas em Angola deu início à cerimónia de divulgação e atribuição dos troféus aos que mais se destacaram o ano passado na música em Angola. Nomes como Tirso do Amaral, Viteix e Henrique Abranches mereceram louvores, além das referências às acções realizadas por algumas empresas em prol do desenvolvimento e promoção dos artistas. Cinco quadros fizeram a delícia dos amantes das artes plásticas.
O atelier Guilherme  Mampuya fez-se representar com quatro criações. Duas da sua vasta exposição, sendo uma com máscara Muana Pwó e outra com Ilunga, da região Lunda. Outras duas pintadas em tela quente representam a cidade de Luanda de ontem e hoje.
Os quadros mostraram a transformação da cidade capital angolana que completou 442 anos, onde era visível uma multiplicidade de cores em representação da esperança, amor e paz, sacrifício dos heróis. As peças foram leiloadas por dois milhões de kwanzas. Outra peça da autoria de Clara Monteiro também fez parte da exposição.

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