Samakuva abandona a política activa em Dezembro

O presidente da UNITA, isaías Samakuva, já não voltará a candidatar-se para um quarto mandato como sugerem algumas figuras internas, sobretudo jovens quadros

Uma fonte próxima do seu gabinete assegurou ontem a OPAÍS que Isaías Samakuva vai abandonar a política activa em Dezembro deste ano, altura em que este partido vai realizar o seu XIII congresso ordinário. A fonte reagia deste modo a informações postas a circular em alguns círculos restritos da UNITA que apontavam haver um grupo de quadros seniores que estão a aconselhar Samakuva a continuar na liderança do “Galo Negro”, tendo em conta as eleições autárquicas e as gerais, em 2020 e em 2022 respectivamente.

Segundo a fonte, que é também membro da Comissão Política do Comité Permanente (CPCP), e um dos principais colaboradores directo de Samakuva, este não tenciona mais continuar a liderar a UNITA. “O mais velho Samakuva já disse publicamente que não vai continuar a dirigir o partido. Foi uma decisão pessoal e tem de ser respeitada”, afirmou.

Desmentiu que Samakuva tivesse manifestado em círculos restritos o interesse de continuar a liderar o partido, após anunciar publicamente o seu desejo de retirar-se da liderança do partido e da política activa. “As pessoas deviam é preocupar- se com outras coisas mais importantes do que com a saída do presidente Samakuva”, disse, apontando o líder da UNITA como sendo uma “pessoa muito séria quando toma decisões”.

Candidaturas

A fonte disse não ser verdade que Isaías Samakuva esteja já a preparar Rafael Massanga Savimbi como seu sucessor, informação que veio a público durante a última reunião da Comissão Política realizada no ano passado. Informou que quem quiser concorrer para a liderança do partido durante o XIII congresso ordinário terá de o fazer com base no que estabelecem os estatutos da UNITA, reiterando que Samakuva, até por altura em que prestava estas declarações sob anonimato, por falta de autorização, não tinha escolhido ninguém.

Em meados do ano passado circularam informações que davam conta de que o actual secretário- geral adjunto da UNITA, Rafael Savimbi, filho de Jonas Savimbi, era a escolha de Samakuva para o suceder, uma informação que ele e a direcção do partido desmentiram. Adalberto Costa Júnior, actual líder do Grupo Parlamentar da UNITA na Assembleia Nacional, é também apontado como um potencial sucessor de Samakuva, fruto da sua fidelidade ao líder do partido, mas também pelo seu dinamismo político dentro e fora do partido.

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