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Supremacia do 1º de Agosto deixa Petro de mãos a abanar

Na hora do esperado “tira-teimas” entre os dois colossos do futebol angolano, hoje, no Estádio no Estádio Nacional 11 de Novembro, o 1º de Agosto deixou o arqui-rival Petro de Luanda de mãos a abanar, com a vitória (1-0), que confirmou a presença na final da Taça de Angola e escancarou as portas para a “dobradinha”, sábado frente ao Desportivo da Huíla, depois da conquista do tetra no Girabola.

Supremacia do 1º de Agosto deixa Petro de mãos a abanar
Supremacia do 1º de Agosto deixa Petro de mãos a abanar

1º de Agosto enfrenta, no sábado, o Desportivo da Huíla na final da Taça de Angola
Fotografia: Miqueias Machangongo

Assistido por Ary Papel, no limite do fora-de-jogo, Dagó voltou a justificar a aposta da direcção dos militares do Rio Seco, ao fazer o golo solitário do desafio, aos 72 minutos, numa transição ofensiva iniciada por Paizo, após neutralizar um ataque dos tricolores.
A vantagem no marcador acabou por premiar a equipa que revelou maior clareza e confiança na abordagem do jogo. Mais ofensivos no primeiro tempo, porém sem a profundidade necessária para visar a baliza de Élber, os rubro e negros provaram, com o triunfo, a supremacia evidenciada ao longo da temporada.
Numa partida que acabou por ser mais uma boa propaganda para a modalidade, o Petro de Luanda esteve uns furos abaixo da equipa afirmativa que discutiu o título do Girabola até à última jornada. Mostrou vontade de salvar a época com a presença no final e consequente conquista do troféu, só que escolheu os caminhos mais longos para a sua materialização.
Os brasileiros Tony e Tiago Azulão, apoiados pelo combativo Herenilson foram os destaques no processo ofensivo dos petrolíferos, quase sempre estancado com normalidade pelo quarteto defensivo comandado por Bobô e Dany Massunguna, que tiveram Paizo e Isaac em bom plano, no controlo dos corredores laterais. Eddie Afonso e Karanga estiveram longe de criar desequilíbrios nos flancos. Job apareceu a espaços. O “capitão” dos tricolores viu-se obrigado a procurar terreno fértil no centro, enquanto Manguxi, um dos impulsionadores da vertigem ofensiva, acabou por sucumbir diante da entrega de Show e Macaia.
Do lado dos militares, além de Ary, distinguido pela frescura evidenciada no segundo tempo, Zito Luvumbo, o grande achado da equipa técnica encabeçada por Dragan Jovic, revelado na Taça de África das Nações de Sub-17, disputada na Tanzânia, esteve em evidência, para desassossego do experiente Tó Carneiro, várias vezes obrigado a recorrer à falta.
Aos 68 minutos, Zito assinou uma jogada marcada por um misto de habilidade e inocência, ao levantar após ser derrubado dentro da área. Na resposta, Paizo anulou em dois tempos uma situação clara de golo do Petro, num contra-ataque conduzido por Job, neutralizado no momento de assistir Manguxi, que apareceria isolado diante de Neblu.
O triunfo deixa os militares com estrada livre para voltar a erguer o troféu, uma década depois da última conquista, em 2009. Os petrolíferos às ordens de António Cosano vão mais cedo para as férias de mãos vazias, por fracassarem na salvação da época.

JA

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