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Telstar reage à anulação

A Telstar, que viu anulada a atribuição o Título Global Unificado (TGU) para o quarto operador do sector das telecomunicações, reagiu ontem à decisão tomada e anunciada na última quinta feira, afirmando que “cumpriu de forma escrupulosa” o concurso público internacional do qual foi declarada vencedora.

Telstar reage à anulação
Telstar reage à anulação

A companhia “deplora e refuta toda a campanha difamatória
Fotografia: Edições Novembro

O concurso público promovido entre Novembro de 2017 e Abril do ano em curso foi anulado pelo Chefe de Estado, João Lourenço, por a empresa não ter apresentado os resultados operacionais dos últimos três anos, como impunha o caderno de encargos.
Numa nota de imprensa, a companhia afirma que, durante todo o procedimento do concurso, “a Telstar, seus accionistas, Conselho de Administração e parceiros, pautaram se pelos mais elevados padrões de conduta, qualidade, respeito, exigência, idoneidade e responsabilidade social, tendo cumprido de forma escrupulosa o quadro legal e concursal”.
A companhia “deplora e refuta toda a campanha difamatória, insidiosa e leviana desenvolvida por terceiros, através dos media e das redes sociais, com vista a descredibilizar a Telstar, o processo concursal e o próprio Estado angolano”, sublinha a nota.
A Telstar, esclarece o documento, é uma sociedade comercial de direito angolano constituída em 24 de Novembro de 2017, possuindo um capital social de 30,7 milhões de kwanzas, que tem como objecto social principal a instalação, manutenção, operação de redes e serviços de comunicações electrónicas de carácter fixo e móvel, comunicações e informática no domínio da instalação de infra-estruturas e sistemas de rede e equipamento de telecomunicações e detentora de uma licença multi-serviços emitida a 24 de Janeiro de 2018.
Segundo a nota, a empresa empregou no processo de habilitação ao concurso 120 mil dólares pelas aquisição de cópias das peças do Procedimento do Concurso Público e mais de um milhão de dólares na preparação e apresentação da sua proposta técnica e financeira, na fase final do concurso “com apoio de uma consultora de renome mundial e, em conjunto com os seus parceiros internacionais”, os quais não são revelados.
A empresa e os seus parceiros apresentaram uma proposta de investimento para o TGU na ordem dos 800 milhões de dólares, “para utilização da mais recente e inovadora tecnologia”, na qual se projectava também a criação de cinco mil empregos directos e 160 mil indirectos.
O documento também revela factos do concurso, como o de ter envolvido três únicas candidaturas, sendo a Telstar, MTN Group, Limited (sul-africana) e Yang Yimei, Lda (chinesa), do que resultou a pré-selecção das duas primeiras. O grupo sul africano acabou por desistir em Outubro de 2018, não entregando a proposta técnica e financeira, e, quando o concurso foi anulado, a Telstar estava-se a preparar para a entrega da caução definitiva no valor de 12 milhões de dólares, correspondentes a dez por cento do valor total da licença TGU.

JA

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