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Um terrível “engano” de Isaías Samakuva

 “engano” de Isaías Samakuva

Um terrível “engano” de Isaías Samakuva
Um terrível “engano” de Isaías Samakuva

Segundo o que se conhece da novela em que a direcção de actores será de João Lourenço, a produção do MPLA e a realização do general Pedro Sebastião, a UNITA não tem razão.

Os “factos” dão razão às teses do MPLA. Todos sabemos que a UNITA é que foi responsável pelos cerca de 80 mil angolanos torturados e assassinados em todo o país nos massacres de 27 de Maio de 1977, acusados de serem apoiantes de Nito Alves ou opositores ao regime.

Também foi responsável pelo massacre de Luanda que visou o aniquilamento e de cidadãos Ovimbundus e Bakongos, onde morreram 50 mil angolanos, entre os quais o vice-presidente da UNITA, Jeremias Kalandula Chitunda, o secretário-geral, Adolosi Paulo Mango Alicerces, o representante na CCPM, Elias Salupeto Pena, e o chefe dos Serviços Administrativos em Luanda, Eliseu Sapitango Chimbili. Em caso de dúvida é só confirmar junto da Procuradoria-Geral da República, ou de qualquer outra sucursal do MPLA.

É de crer, aliás, que a Procuradoria-Geral da República (ou qualquer outra sucursal do MPLA) tem provas de que o massacre do Pica-Pau em que, no dia 4 de Junho de 1975, perto de 300 crianças e jovens, na maioria órfãos, foram assassinados e os seus corpos mutilados no Comité de Paz da UNITA em Luanda… foram obra da UNITA.

Ou que o massacre da Ponte do rio Kwanza, em que no dia 12 de Julho de 1975, 700 militantes da UNITA foram barbaramente assassinados, perto do Dondo (Província do Kwanza Norte), perante a passividade das forças militares portuguesas que garantiam a sua protecção, foi obra da UNITA.

Ou que, entre 1978 e 1986, centenas de angolanos foram fuzilados publicamente, nas praças e estádios das cidades de Angola, uma prática iniciada no dia 3 de Dezembro de 1978 na Praça da Revolução no Lobito, com o fuzilamento de 5 patriotas e que teve o seu auge a 25 de Agosto de 1980, com o fuzilamento de 15 angolanos no Campo da Revolução em Luanda. Responsável? A UNITA.

Foi, aliás, a aviação da UNITA que, em Junho de 1994, bombardeou e destruiu Escola de Waku Kungo (Província do Kwanza Sul), tendo morto mais de 150 crianças e professores, que, entre Janeiro de 1993 e Novembro de 1994, bombardeou indiscriminadamente a cidade do Huambo, a Missão Evangélica do Kaluquembe e a Missão Católica do Kuvango, tendo morto mais de 3.000 civis.

Em caso de dúvida, para não incomodar o MPLA, bastar perguntar a uma das suas muitas sucursais, caso da Procuradoria-Geral da República.

Folha 8 com Lusa

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