Economia

Angola exporta farelo de trigo para a França

A empresa Grandes Moagens de Angola (GMA) confirmou ontem ao Jornal de Angola a chegada à França de um carregamento de 5.500 toneladas de farelo de trigo paletizado a granel, que saiu do país no último mês de Março.

Angola exporta farelo de trigo para a França
Angola exporta farelo de trigo para a França

Antes da França, empresa já exportava para Portugal, Espanha, Irlanda, Holanda e Marrocos
Fotografia: Eduardo Pedro| Edições Novembro

Sem se referir ao valor do encaixe resultante da exportação, Helena Dias, do Gabinete de Comunicação e Imagem da GMA, disse que os mesmos foram pagos em divisas, em linha com os apelos do Executivo que apontam para a necessidade de diversificação das fontes de arrecadação de moedas convertíveis.
A exportação de farelo de trigo para a França aconteceu depois da GMA ter recebido a certificação GMP da multinacional SGS, documento que garante a qualidade dos seus produtos e certifica todo o processo produtivo.
Especializada na produção de farinha de trigo e farelo, a Grandes Moagem de Angola, que já exportava para Portugal, Espanha, Irlanda, Holanda, Marrocos e Mauritânia, prevê colocar, este ano, só em França, cerca de 5.500 toneladas.
Em funcionamento desde 2017, a Grandes Moagens de Angola tem uma capacidade instalada para 930 toneladas de farinha de trigo e 260 de farelo por dia.
A unidade industrial fica no terminal da Multiterminais, nas instalações do Porto de Luanda, e pertence a um consórcio angolano denominado Grandes Moagens de Angola (GMA) que, por altura do arranque da fábrica, se propõe cobrir 60 por cento das necessidades de farinha de trigo do país.
A moageira surgiu no quadro dos esforços de relançamento da produção de bens de primeira necessidade em larga escala, tendo beneficiado de incentivos.
Com flexibilidade necessária para produzir farinhas de diferentes variedades, segundo as necessidades do mercado, a empresa está condicionada à importação de matéria-prima.
O trigo em grão é importado directamente dos principais produtores mundiais como o Canadá, França, Alemanha, EUA, Cazaquistão e Austrália, o que garante disponibilidade para manter o funcionamento ininterrupto da moageira. Os promotores do investimento procuram colocar no mercado produtos de qualidade superior aos importados, com recurso à mais alta tecnologia na unidade industrial e à selecção das matérias-primas.
A abertura da unidade, que criou 150 empregos, aconteceu num momento em que se multiplicam diversas iniciativas empresariais em províncias como Huambo, Bié, Huíla, Malanje, Moxico e outras para a produção de trigo em grande escala.
Dados do Conselho Nacional de Carregadores indicam que o país aplicou, em 2014, cerca de 250 milhões de dólares na importação de 570 mil toneladas de farinha de trigo.
Em 2015 foram empregues 320 milhões de dólares na importação de 510 mil toneladas, enquanto no ano transacto as importações estiveram próximo das 500 mil toneladas, com custos na ordem de 300 milhões de dólares.
Dados oficiais indicam que o consumo anual de farinha de trigo em Angola situa-se à volta de 650 mil toneladas. Nos últimos três anos registou uma ligeira queda devido à situação macroeconómica do país.
O Conselho Nacional de Carregadores estima que em 2020 as necessidades anuais de farinha de trigo no país subam para 730 mil toneladas.

JA

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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