Economia

Angola já superou as dificuldades no repatriamento de dividendos

Hoje já não há, em Angola, qualquer dificuldade de o investidor repatriar os lucros ou dividendos para o exterior. A garantia é do Presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), Licínio Contreiras, que considera um falso problema alguma reclamação neste sentido.

Angola já superou as dificuldades no repatriamento de dividendos
Angola já superou as dificuldades no repatriamento de dividendos

Licínio Vaz Contreiras
Fotografia: DR

Licínio Contreiras, que participou, na quinta-feira, no painel dedicado a Angola, no Fórum de Energia de África, pediu aos investidores que estejam a enfrentar dificuldades para repatriar lucros e dividendos para registar a preocupação junto da AIPEX.
“Neste momento, o que existe são atrasos com pagamento de bens e serviços ou de força de trabalho expatriada” , disse Licínio Contreiras que deixou ainda um conselho aos investidores e aqueles que pretendam aplicar o dinheiro em Angola: “os projectos devem ser menos dependentes do exterior em conteúdo local.”
“Garantimos a importação de equipamentos, mas algumas matérias-primas e a força de trabalho pode ser nacional, para que não tenhamos de fazer o pagamento de salários e de matérias-primas ao exterior”, disse o responsável, sublinhando que a AIPEX, na altura de solicitação de vistos, interage com o sector de preferência do investidor sobre a necessidade de força de trabalho expatriada.
Licínio Contreiras integrou uma delegação chefiada pelo secretário de Estado para a Energia António Belsa da Costa no Fórum de Energia de África que terminou ontem, no Centro de Congressos, em Lisboa.

Ambiente de negócios

Em declarações a imprensa angolana presente no evento, o PCA da AIPEX falou também da necessidade de o país melhorar o ambiente de negócios, para atrair mais investimentos e para que os projectos registados sejam executados com a celeridade pretendida.
Desde Junho do ano passado, a AIPEX registou 133 projectos de investimento privado, num total de 850 milhões de dólares. Entretanto, segundo Licínio Contreiras, apenas 29 estão em implementação, num valor aproximado a 5,5 milhões de dólares. o responsável justifica a não entrada em funcionamento dos outros com “custos de contexto ainda existente no país”.
“O tempo que leva a importação de equipamentos, ligação de energia, construção da fábrica e outros ultrapassam aqueles estabelecidos nas propostas de investimento”, explica, para afirmar: “Temos de melhorar o nosso ambiente de negócios para que os investimentos sejam feitos com mais celeridade”.

JA

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