Economia

BNA admite “insuficiências” no sistema financeiro do país

A chefe da divisão de Prevenção de Branqueamento de Capitais do Banco Nacional de Angola (BNA) reconheceu ontem que algumas instituições bancárias do país ainda apresentam “insuficiências” na prevenção de branqueamento de capitais, nomeadamente a “inexistência da declaração de origem e destino de fundos” e “matriz de risco não implementada”.

Alta funcionária do BNA aponta falhas na banca comercial
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

“Ainda prevalecem insuficiências no sistema de prevenção de branqueamento de capitais das instituições financeiras bancárias. Notamos que as instituições não têm mecanismos suficientes para avaliar e monitorar o risco do cliente”, disse a chefe da divisão de Prevenção de Branqueamento de Capitais do BNA, Delmise Florentino.
A responsável falava, em Luanda, durante a conferência sobre “Compliance: Custo ou Oportunidade”, tendo acrescentado que existem ainda “muitas instituições” que realizam transacções “sem a validação e conhecimento da área da ‘compliance‘”.
Em relação à inexistência de declaração de origem e destino de fundos, referiu que algumas instituições bancárias angolanas “ainda não fazem o uso desse mecanismo” e, as que fazem, apresentam “falta de documentos comprovativos da operação realizada”.
Algumas instituições ainda não têm aplicativos informáticos implementados, outras têm o aplicativo, mas não geram os alertas necessários para fazer uma diligência eficaz e para também classificar o risco mediante o perfil transaccional”, salientou.
Delmise Florentino, que na conferência falou sobre a “Actuação da Supervisão às Instituições Financeiras Bancárias no âmbito da Prevenção de Branqueamento de Capitais”, sublinhou que existem ainda no sistema bancário angolano “diligências inadequadas”.<br

JA

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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