Economia

Diálogo entre Executivo e classe empresarial observa melhorias

Luanda - O coordenador do Grupo Técnico Empresarial (GTE), Carlos Cunha, admitiu haver melhorias de diálogo entre o Executivo angolano e a classe empresarial, especialmente desde 26 de Setembro de 2017, período em que João Lourenço assumiu o poder.

Na visão de Carlos Cunha,que falava ao programa Grande Entrevista, da Televisão Pública de Angola (TPA), tem-se observado qualitativa melhoria na abordagem técnica à medida em que tem havido maior respaldo e profundidade na discussão dos problemas.

“Diria mesmo que 90% das preocupações colocadas pelo GTE tem sido resolvidas”, disse o representante do referido grupo técnico que, entre outras questões, se  debruçou igualmente sobre as medidas implementadas pelo Executivo no quadro do Estado de Emergência devido à covid-19.

Para o interlocutor, no âmbito das medidas adoptadas para a revitalização económica do país, é imperioso prestar elevada atenção ao sector informal, pois entende que o mesmo representa um peso na economia nacional.

O empresário defende a tributação dos mercados informais, aludindo, porém, antes a criação de condições para o efeito.

Durante a entrevista, Carlos Cunha mostrou-se discordante com a paralisação da actividade comercial na primeira fase do anúncio dos primeiros casos da Covid-19, no país, em Março, embora respeite as decisões tomadas pelo Executivo.

” É difícil dizer se todos estariam de acordo com as medidas adoptadas pelo Executivo. Mas eu fui contra a paralisação do comércio, mas respeito as medidas de prevenção”, afirmou.

Considerando o impacto da covid-19 na economia nacional como “muito duro”, Carlos Cunha, que tem interesses empresariais no ramo da hotelaria, mobiliário e pecuária, olha com muito optimismo a implementação das medidas adoptadas pelo Executivo para o alívio da economia.

Segundo o empresário, no quadro das medidas estabelecidas, a economia deve ser acompanhada com a injecção de dinheiro para a motivação e dinamização dos mercados.

Neste âmbito , manifestou-se preocupado com algumas micro, pequenas e médias empresas que estão a gerar desemprego, em função da paralisação das suas actividades. No seu entender, o Executivo deve abordar a questão da crise económica pela subvenção financeira e não somente no âmbito do fomento de maior produção.

Questionado sobre o Programa de Apoio ao Crédito (PAC), disse ter sido um “desastre” em 2019, devido à falta de injecção monetária no Fundo de Garantia ao Crédito (FGC).

” Temos informação de que o governo já refinanciou o Fundo e, deste modo, acredito que há recursos suficientes para a economia avançar”, referiu o empresário, admitindo haver mudanças e vontade de mudanças por parte dos membros do Executivo.

O Programa de Apoio ao Crédito (PAC), criado pelo Executivo angolano, em 2019, vai beneficiar, ainda este ano, de um financiamento avaliado em mil milhões e 120 milhões de dólares norte-americanos, visando a dinamização da sua implementação.

Sobre o processo de privatização dos activos do Estado, em curso até 2022, Carlos Cunha disse que nesta fase o importante é que sejam entregues a pessoas capazes de gerir os mais variados projectos e gerar empregos.

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Bernardo Seculo

Jovem Empreendedor , Sonhador , Estudante Do Curso de Técnico De Informática, Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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