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Dívida pública descontrolada, considera Fundo Monetário

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a dívida pública de São Tomé e Príncipe está “praticamente descontrolada” e “atingiu um ponto de tal forma grave”, que é necessário tomar com urgência “medidas muito difíceis” para a controlar.

Dívida pública descontrolada, considera Fundo Monetário
Dívida pública descontrolada, considera Fundo Monetário

Vista da cidade de São Tomé
Fotografia: DR

“A situação atingiu um ponto de tal forma grave que, a menos que sejam tomadas medidas muito sérias para controlar a dívida, esta torna-se insustentável. Está praticamente descontrolada e não pode haver mais atrasos em termos de implementação dessas medidas”, disse quinta-feira aos jornalistas a representante do FMI para São Tomé e Príncipe, Xiangming Li.
A responsável encontra-se na capital são-tomense, onde se encontrou com o Primeiro-Ministro, Jorge Bom Jesus, para abordar a questão do empoderamento das mulheres e “os grandes desafios com que o país se debate”, designadamente a situação da dívida.
O FMI considera que o Governo são-tomense tem três soluções para controlar a dívida: aumentar a receita para cobrir a despesa e acabar com os subsídios que são atribuídos para os combustíveis e à empresa pública de água e electricidade (EMAE ).
“Isso significa que o preço real [do combustível] está bastante acima do preço que é pago pelos cidadãos. Obviamente isso causa um desequilíbrio e uma perda muito grande”, comentou a representante do FMI.
A EMAE paga apenas metade do combutível que recebe, pelo que, além da perda comercial que a empresa tem, “há o problema dos roubos de energia, que sabemos que é frequente e isso é um problema grave”, explicou Xiangming Li, à saída do encontro com o chefe do Executivo.
O Fundo Monetário Internacional propôs há quatro meses um conjunto de medidas ao Governo são-tomense como condição para assinar um novo programa de facilidade de crédito no valor de seis milhões de dólares.

JA

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