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Nova linha de financiamento é concedida pelo DeustchBank

Uma linha de financiamento do DeustchBank, estimado em um mil milhão de dólares, vai ser disponibilizada para crédito ao sector privado pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) com o apoio do Ministério das Finanças.

Nova linha de financiamento é concedida pelo DeustchBank
Nova linha de financiamento é concedida pelo DeustchBank

Fotografia: Eduardo Pedro| Edições Novembro

A informação foi avançada na manhã de hoje pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, quando presidia à cerimónia de abertura da Conferência Internacional sobre Financiamento do Desenvolvimento Económico, enquadrada no programa da 35ª edição da Feira Internacional de Luanda, a decorrer, até sábado, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, em Viana.

No seu discurso, Manuel Nunes Júnior não detalhou o que tornou o público, tendo dado, por outro lado, ênfase à assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e os governos de Angola e de Portugal, acto realizado depois da sua intervenção.

O governante acentuou que o memorando é destinado ao “desenvolvimento de uma iniciativa do Banco Africano de Investimento, denominada “Compacto para o Financiamento do Desenvolvimento dos Países de Língua Portuguesa em África”, para financiar projectos privados e projectos de parcerias público-privadas”.
O ministro de Estado acrescentou que “estas são as reais oportunidades de financiamento que se abrem ao desenvolvimento do sector privado em Angola” e reconheceu que o acesso ao crédito é uma condição necessária, mas não suficiente para a eficiência dos investimentos.

Relações de parceria

O governante defendeu que, além do acesso ao crédito, é “muito importante” que os empresários nacionais estabeleçam relações de parceria estratégica com os de outros países, por serem possuidores de know-how e de tecnologia avançada, para que Angola possa rapidamente ter acesso ao que de melhor o Mundo lhe pode proporcionar nos domínios empresarial e da tecnologia.
“Por isso, o investimento privado estrangeiro será sempre bem-vindo com vista a aportar ao nosso país não só o capital financeiro, mas, sobretudo, know-how e a tecnologia”, declarou o ministro de Estado para a Coordenação Económica.

Investimentos rentáveis

Manuel Nunes Júnior reconheceu que a existência de energia eléctrica, água potável, vias de acesso, entre outras condições, “são essenciais” para que os investimentos do sector privado sejam rentáveis.
Mas, segundo o ministro de Estado, o Executivo tem de contar com outras modalidades de financiamento, com vista a diminuir os níveis de endividamento do país, devendo, na sua opinião, ser dada uma atenção especial às parcerias público-privadas como forma de financiamento de despesas públicas, capaz de promover o aumento da produção nacional e da competitividade dos produtos nacionais.

Para a conferência internacional, que termina amanhã, foram convidados especialistas de vários países com experiência no estabelecimento de parcerias público-privadas e na estruturação de financiamento às empresas do sector privado.

Aos especialistas convidados Manuel Nunes Júnior disse que “o Executivo de Angola está para aprender convosco, de modo a criarmos em Angola uma economia menos dependente do petróleo, uma economia sustentada e capaz de garantir a prosperidade dos angolanos”.

hoje de manhã, o programa reservou à discussão do tema “Investimento, empresariado privado e sua contribuição para a retoma do crescimento em Angola”, dissertado pelo ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, e à assinatura do Protocolo do Compacto Lusófono. À tarde, foram abordadas, num único painel, as experiências internacionais relativas aos Modelos de Unidades de PPP (Parceria Público-Privada).

Hoje, as discussões vão estar à volta do Projecto de Apoio ao Crédito (PAC) e dos produtos e serviços das entidades multilaterais. Amanhã, último dia da conferência internacional, vão ser apresentados “temas aceleradores do desenvolvimento económico”.

JA

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