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Portas abertas para novos investimentos à Agricultura

O ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, apelou, em Roma, ao investimento estrangeiro para apoiar o fomento da agricultura angolana, uma das principais apostas do Governo no âmbito da diversificação da economia.

Portas abertas para novos investimentos à Agricultura
Portas abertas para novos investimentos à Agricultura

Ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, apelou, em Roma, ao investimento estrangeiro
Fotografia: DR

Marcos Nhunga fez o apelo numa sessão interactiva, que marcou a cerimónia de lançamento oficial da “Década da Agricultura Familiar das Nações Unidas (UNDFF) 2019-2028”, realizada quarta-feira, na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
“As portas de Angola estão abertas ao investimento estrangeiro”, acrescentou Marcos Nhunga, ao abordar os desafios do país destinados a alavancar o sector, visando o crescimento da produção agrícola.

Angola, frisou, com uma população rural de mais de 11 milhões de pessoas, que representam cerca de 36 por cento da população global, enfrenta ainda desafios como a insuficiência de infra-estruturas rurais, de estradas secundárias e terciárias, falta de electrificação rural, acesso limitado a serviços financeiros, serviços de pesquisa e a insuficiência de insumos agrícolas.

Ao referir-se à agricultura familiar, o governante enumerou uma série de iniciativas para este sector, que actualmente representa 80 por cento da produção agrícola angolana, informando que o Governo criou um Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) para financiar os pequenos agricultores através de Caixas Sociais Comunitárias.

O ministro falou igualmente da subvenção aos combustíveis para os agricultores e pescadores e a implementação de programas específicos de desenvolvimento da agricultura familiar, bem como de preparação mecanizada de terras, correcção de solos e de fomento da suinicultura, avicultura, pequenos ruminantes e bovinicultura.

Entre as prioridades do Executivo no quadro da agricultura familiar, o governante apontou o acesso ao mercado para estimular os camponeses a produzir mais, “por termos um défice grande de alimentos e recorremos muito às importações”.

O ministro indicou também o empoderamento das mulheres, por serem elas que trabalham a terra com instrumentos rudimentares e baixa produtividade, assim como a criação de infra-estruturas, nomeadamente a irrigação, para fazer face às alterações climatéricas na zona sul, de modo a garantir a sustentabilidade da produção agrícola e da pastorícia.

Para redinamizar a agricultura familiar, acrescentou, o Governo está a aumentar a oferta de sementes melhoradas, disponibilidade de fertilizantes, de charruas de tracção animal e a incentivar o associativismo nas comunidades rurais.

O ministro referiu-se ainda ao acordo para a valorização da Agricultura Familiar assinado recentemente no quadro dos Países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), através do qual Angola se vinculou aos 17 compromissos, que concorrem para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

Marcos Nhunga considerou que o Plano de Acção da Agricultura Familiar, lançado na quarta-feira, vai ser um importante instrumento para a elaboração dos Planos Nacionais e, por isso, Angola sente-se satisfeita por ter feito parte do Grupo de países promotores na Assembleia das Nações Unidas em Nova Iorque, do Decénio da Agricultura Familiar.

O “Decénio para a Agricultura Familiar 2019-2028” foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Dezembro de 2017, como marco para promover as melhores políticas públicas para a Agricultura Familiar e contribuir para o fim da fome e da pobreza e alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

JA

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