Economia

Sonangol e ENI avançam com parceria para energia solar no sul de Angola

A petrolífera angolana Sonangol e a sua congénere italiana ENI assinaram hoje, em Luanda, um acordo de para constituição de uma empresa para produzir electricidade através de energia solar na província do Namibe, sul do país.
Sonangol e ENI avançam com parceria para energia solar no sul de Angola
Sonangol e ENI avançam com parceria para energia solar no sul de Angola

O acordo foi assinado no Centro de Convenções de Talatona, sul de Luanda, durante os trabalhos do segundo dia da conferência “Angola Oil & Gás 2019”, e foram signatários o presidente da administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, e o vice-presidente da ENI para África Subsariana, Guido Brusco.

Em declarações aos jornalistas, o director-geral adjunto da ENI, João Silva, fez saber que o projecto, que vai lançar a utilização de energias renováveis em Angola, será implementando em duas fases.

“A primeira fase a ser implementada com 25 MegaWatts e será seguida, um ano depois, com mais 25 MegaWatts, e tem o objectivo principal fr redução do consumo de diesel na produção [em centrais termoeléctricas] de energia que se verifica no sul do país”, afirmou.

Na sequência da assinatura do acordo, adiantou, “teremos todo o processo de aquisição da concessão, mas temos como meta fazermos a decisão do investimento final no primeiro trimestre do próximo ano”.

Segundo João Silva, a região sul de Angola “é a zona com maior radiação solar” daí, sublinhou, a “nossa aposta nessa zona ainda com, particularidade, de que a rede de distribuição não está ligada com a zona norte do país”.

A conferência “Angola Oil & Gás 2019” é uma promoção da África Oil & Power (AOP), o Governo de Angola e parceiros internacionais para reflexões sobre o sector petrolífero e gás de Angola em meio das reformas em curso implementadas pelo Presidente angolano, João Lourenço.

Na ocasião, um acordo de crédito para maior inserção de gás natural na matriz energética de Angola foi também assinado entre o Governo angolano e o Fundo de Financiamento Americano (NFE International).

Para o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola, Diamantino Pedro Azevedo, o acordo, que envolve também os ministérios das Finanças e da Energia e Águas prevê a diversificação da matriz energética do país.

“Este acordo insere-se no âmbito da estratégia do Governo de melhoria da matriz energética do nosso país, de fazer com que o gás tenha um papel relevante nessa matriz e iremos com este fundo trabalhar para maior inserção do gás na nossa”, referiu.

A conferência “Angola Oil & Gás 2019” promovida pela África Oil & Power (AOP), o Governo de Angola e parceiros internacionais, que encerra na quinta-feira, debateu hoje as “Novas Abordagens à Indústria de Petróleo e Gás de Angola” e o “Papel das Mulheres na Indústria Petrolífera”.

Lusa

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