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“Testa de ferro” de Sobrinho rejeita devolver negócios

A família Madaleno está a gerir no secretismo um “grande problema” consubstanciado nas dificuldades que o banqueiro Álvaro de Oliveira Madaleno Sobrinho estaria a ter em recuperar parte dos seus ativos, inicialmente colocados em mãos de um irmão, Emanuel Jorge Alves Madaleno, que a dada altura, atuava como seu “testa de ferro”.

“Testa de ferro” de Sobrinho rejeita devolver negócios
“Testa de ferro” de Sobrinho rejeita devolver negócios

Ao tempo que Álvaro Sobrinho estava na liderança do extinto BESA, terá segundo a imprensa portuguesa desviado cerca de 615 milhões de dólares. Os seus negócios ficavam em nome dos irmãos Carlos de Oliveiro Madaleno “Licas” e Emanuel Madaleno, porém, é com este último que Sobrinho esta desavindo. Somente em Portugal, existem 40 sociedades em nome de Emanuel Madaleno. Alega-se que estas todas sociedades tem como dono real Álvaro Sobrinho, neste momento apenas tem cinco empresas em seu nome pessoal.

No seguimento do processo de recuperação dos seus activos, Álvaro de Oliveira Madaleno Sobrinho conseguiu no ano passado reforçar as suas ações no Banco Valor que estavam em nome de Emanuel Madaleno, passando a deter 56,5% do capital deste banco, em vez dos anteriores 35, 46%.

Ao retirar-se do Banco Valor, Emanuel Madaleno transferiu-se para o Banco de Investimento Rural (BRI), controlando uma participação de 27,4%. A sua esposa Lígia Maria Pires Gomes Pinto Madaleno que estava como administradora do “Banco Valor” também dai retirou-se mudando se para o BRI.

A rivalidade surda ou disputa entre os dois irmãos expandiu-se também a nível da imprensa. Enquanto Álvaro Sobrinho está como financiador da Newshold, a holding portuguesa que detém títulos naquele país ( ‘i’ de segunda a sexta-feira e o ‘Sol’ ao sábado), o irmão Emanuel Madaleno controla em Angola dois prestigiados semanários como “Novo Jornal” e o “Expansão”.

Recentemente surgiram informações de que Emanuel Madaleno teria se aproximado ao governador do BNA, José de Lima Massano, que esta desavindo com Álvaro Sobrinho. Os rumores de aproximação entre ambos, não são alheios a observações segundo as quais o Banco de Investimento Rural (BRI), de Emanuel Madaleno, não foi alvo do saneamento do BNA mesmo estando na situação de incumprimento de aumento de capital.

Historia de decepção envolvendo  “testas de ferro”

De acordo com dados em posse do Club-K, o caso de Álvaro Sobrinho e o seu irmão- “testa ferro” é apenas um dos poucos que resultaram em desavença. Presentemente, o Presidente do Grupo Gema, José Leitão da Costa e Silva tem estado em disputas jurídicas com o seu antigo “testa de ferro” , Pedro Januário Makamba.

No passado José Leitão da Costa e Silva ocupava funções no governo e as suas participações no Grupo Gema estavam em nome de Makamba. As duas partes desentenderam-se quando Makamba notou que, no seguimento de incumprimentos, e deslealdades, os seus sócios haviam falsificado a sua assinatura para lhe retirar do negócio. De lá, para cá, tem vivido em acusações, e hostilidades mutuas em fóruns judiciais.

Também em meios restritos do regime, existe a versão de que quando José Pedro de Morais Júnior exercia funções no governo, teve inicialmente como “testa de ferro”, um irmão mais novo, Jorge Silvino de Morais “Jójó”. Ambos, segundo tais informações terão se desentendido por algum tempo e mais tarde chegaram a um entendimento encorajado por membros da família. No ponto da discórdia, alega-se que Pedro Morais Júnior revindicava a quantia de 500 milhões de dólares que o irmão não lhe estaria a devolver.

Desde então ambos não voltaram mais a cruzar-se nos negócios. Jorge Silvino Morais ficou nos negócios de alimentos, bebidas e tabacos, através das empresas Capital Holding Angola, Supermercado Nzamba, Pernod Ricard Angola, Westlake, Tanamont, enquanto que o irmão Pedro de Morais Júnior centrou-se na área de investimento em bancos, empresas de seguros, jogo de sorteios como totoloto e casino, e em outros negócios tendo como “testa de ferro”, um filho Ivan Leite Morais.

José Eduardo dos Santos de quem se diz ter o general Leopoldino do Nascimento como “testa de ferro” dos seus interesses privados, esteve a beira de enfrentar o primeiro dessabor. Em meados do mês passado, “Dino” estava a dar sinais de não querer viajar com o antigo Presidente. Terão sido individualidades próxima ao antigo circulo presidencial que o convenceram a viajar devido as responsabilidade para com a cobertura das despesas da estadia do “velho”, em Barcelona. Em 2014, a imprensa apresentava “Dino” como tendo uma fortuna avaliada em 750 milhões de dólares.

Fonte: Club-k.net

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