União Europeia financia estudos agrícolas no país

Angola vai receber parte de um financiamento global de 12 milhões de euros para a investigação no sector agrícola disponibilizado pela União Europeia (UE), disse ontem em Luanda uma fonte da organização.

A agricultura é um dos sectores fundamentais para a diversificação da economia nacional
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Segundo Danilo Barbero, que participou numa mesa redonda sobre agricultura, no âmbito do Projecto de Desenvolvimento de Competências para a Inovação dos Sistemas Agrários (CDAIS), realizado ontem em Luanda, a UE tem um acordo de cooperação com o Governo de Angola, no qual o sector da agricultura é prioritário.
“O Governo angolano já manifestou as suas prioridades e o sector agrícola é um dos que deve contribuir na transformação e na diversificação da economia em Angola”, referiu o responsável da UE.
De acordo com a mesma fonte, para tornar o desejo angolano uma realidade “é necessário implementar políticas inovadoras e também reforçar a inovação e a pesquisa na agricultura”.
Por outro lado, frisou Danilo Barbero, a UE considera também o desenvolvimento da agricultura em Angola uma oportunidade para empresas europeias, através da criação de parcerias, num quadro de cadeia de valores que está a ser discutido entre o Governo angolano e a organização europeia para o próximo acordo de cooperação, que deverá começar em 2021 e terminar em 2027. “Este evento é uma actividade que se realiza no quadro deste projecto CDAIS (sigla em inglês) de Desenvolvimento de Capacidades para a Inovação dos Sistemas Agrícolas. Neste âmbito, este projecto está financiado através de uma subvenção de uma quantia total de 12 milhões de euros”, realçou, sem especificar.
A referida subvenção é realizada através de um contrato entre dois parceiros globais, designadamente uma rede de 31 universidades europeias e o Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), com a qual a UE tem uma parceria global ligada com a segurança alimentar e desenvolvimento agrícola.
De acordo com Danilo Barbero, o projecto, iniciado em 2015 e cujo prazo de duração foi estendido até finais deste ano, está a ser realizado em oito países de África (Angola, Etiópia, Níger e Ruanda), Ásia (Bangladesh e Laos) e América (Guatemala e Honduras).
“O projecto tem como objectivo principal desenvolver parcerias para reforçar a capacidade de inovação agrícola, parceria baseada em projectos piloto que se realizam em cada um dos países beneficiários”, disse.
Em Angola, avançou o responsável da organização europeia, o projecto identificou a necessidade de reforçar as capacidades no sector da inovação, identificou também cadeias de valores, nas quais realizou projectos piloto, em áreas como o empreendedorismo rural.
Por sua vez, a representante da FAO no encontro, Gherda Barrero, manifestou o empenho da Organização das Nações Unidas em continuar a apoiar o Estado angolano no fortalecimento do sector de sementes em prol do desenvolvimento do sector agrícola.
Gherda Barrero lembrou que a FAO é uma organização com uma longa experiência no desenvolvimento de sistemas de inovação agrícola nas regiões tropicais, com foco na agricultura familiar, e “vai continuar a apoiar” o Governo de Angola, em particular o Ministério da Agricultura e Florestas, para “alcançar o desenvolvimento sustentável no roteiro de uma parceria renovada para a erradicação da pobreza em África até ao ano 2025.

JA

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