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Agricultura

Desperdício alimentar dificulta distribuição de produtos às famílias

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Luanda – O desperdício alimentar e as perdas pós colheita têm dificultado a distribuição de bens e serviços no seio das famílias angolanas, considerou, em Luanda, o director nacional do Gabinete de Segurança Alimentar do Ministério da Agricultura, David Tunga.

Segundo o director, que falava à Angop, no âmbito do Dia Mundial da Alimentação, a ser assinalado hoje, domingo (16), essa prática menos correcta se regista constantemente no seio das famílias, prejudicando as pessoas mais necessitadas.

“Por causa deste comportamento menos aconselhado, a distribuição de alimentos não chega para a sustentabilidade das famílias que precisam. Entretanto, é necessário usar os alimentos de forma racional e consciente para melhorar a distribuição equilibrada da produção nacional”, acrescentou.

Apontou por outro lado, a falta de uma agro-indústria desenvolvida no país, a insuficiência da capacidade de processamento, transformação e conservação da produção nacional como os principais factores que provocam as perdas pós colheitas (deterioração de muitos produtos nos campos agrícolas por falta de escoamento).

Garantiu que o sector que dirige vai continuar a combater o desperdício alimentar, através de acções de sensibilização e educação nas comunidades, melhorar a distribuição de produtos alimentares, apoiar a agricultura familiar e o sector privado para aumentar a produção e garantir a segurança alimentar das populações.

O director apelou igualmente às famílias e os empresários a redobrarem os esforços para aumentar as áreas de produção, evitar as perdas pós colheitas, a investirem na capacidade da agro-indústria para alavancar e absolver os excedentes da produção camponesa, organizando o segmento do mercado de comercialização para que os produtos alimentares satisfaçam as necessidades dos consumidores.

Quanto à celebração do Dia Mundial da Alimentação, o responsável destacou a evolução do sector alimentar como a produção agrícola, pecuária, industrial, bem como a apresentação de políticas para o combate à fome e pobreza no país, como temas que vão marcar a data.

Segundo o director, o acto central desta efeméride terá lugar no dia 19 deste mês, no Projecto de Desenvolvimento Hidro-agrícola e Regional da Quiminha (município de Icolo e Bengo), em Luanda, onde será feita, durante as intervenções, o resumo sobre o desempenho do ano agrícola 2015/2016.

No acto serão feitas também as perspectivas do períoodo 2016/2017, assim como a apresentação de programas relacionados com a produção avícola.

Afirmou que durante a comemoração desta data será igualmente enaltecido o papel da mulher rural angolana no sustento das famílias, aumento da produção agrícola e na diversificação da economia.

O Dia Mundial da Alimentação, que este ano tem como lema “O clima está a mudar: A alimentação e a agricultura, também”, celebra-se anualmente a 16 de Outubro e marca o dia da fundação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 1945.

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Agricultura

Sul-africanos querem investir na agricultura em Angola

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Empresários, técnicos e profissionais sul-africanos de diversas áreas da vida social e económica revelam interesse e entusiasmo em investir e estabelecer parcerias consistentes com homens de negócios angolanos, fundamentalmente com a abertura que se deu, por via do acordo de supressão de vistos em passaportes ordinários dos dois países.

Cônsul-geral Joaquim Duarte Pombo reconhece que é possível fortalecer a cooperação em áreas com grande impacto na economia como a agricultura
Fotografia: Francisco Pedro | Edições Novembro

A garantia é do cônsul-geral de Angola em Joanesburgo, Joaquim Duarte Pombo. Em entrevista ontem ao Jornal de Angola, o diplomata considera o acordo positivo, na medida em que, além de aprofundar as relações entre povos, confere vantagens económicas para ambos os países.
O diplomata considera que se a África do Sul deu um grande pulo no desenvolvimento económico nos domínios da indústria, agricultura e agropecuária, Angola é um país com imensas potencialidades e pode aproveitar a experiência daquele país.
A nova fase entre os dois países é um marco, pois a questão dos vistos era um grande empecilho ao desenvolvimento eficaz e célere das relações empresariais de um lado e de outro. Ainda assim, o diplomata lembra que antes da crise económica que afectou Angola, chegava-se a conceder 10 mil vistos por ano, na sua maioria destinados a empresários. “Com a situação económica e financeira actual, o número decresceu, oscilando actualmente entre  seis a sete mil”, disse.
Joaquim Pombo espera que o acordo de supressão de vistos desperte ainda mais o interesse dos empresários nas áreas da agricultura, turismo e indústria,  e que os números de vistos por ano ultrapasse os anteriores 10 mil dos anos anteriores.
“Viajamos pelo interior da África do Sul, porque temos comunidades angolanas a 200 ou 700 quilómetros espalhadas por este país, e verificamos que em termos de pecuária e agricultura, eles estão muito bem posicionados. Por isso, devia-se aproveitar trocar mais experiências para guindar os diversos sectores da nossa economia”.
Na sua opinião, é possível fortalecer a cooperação em áreas com grande impacto na economia, como é a agricultura e indústria, fundamentalmente neste processo de diversificação da economia. “É fundamental que se aprenda um pouco mais com os sul-africanos na área do turismo, sector que aprenderam a dominar muito bem nos últimos anos”, disse.
Nos últimos anos, a África do Sul tem conseguido atrair para dentro das suas fronteiras mais de nove milhões de turistas ao ano. “A supressão de vistos em passaportes ordinários vai ajudar bastante para aquilo que são os objectivos dos dois países: conhecimento e estreitamento das relações de povo para povo, de empresários e profissionais e técnicos das mais diversas áreas do saber”, disse.  Para Joaquim Pombo, é preciso abrir um pouco mais o país para atrair investimentos, não obstante a situação difícil por que passa, prevendo o aumento da cooperação e do investimento nos vários domínios, com realce para o empresarial.  “A burocracia não se compadece com a necessidade de investimento. Os grandes investidores têm horror ao excesso de burocracia”, disse. O diplomata lembra que Angola oferece muitas potencialidades, mas alerta que a África do Sul é um país que já consolidou há muitos anos os passos que pretendemos atingir no futuro. “Eles têm universidades excelentes, serviços de saúde e educação com nível alto. Podemos aproveitar tudo isso”, disse.

Visto para refugiados

A partir de Fevereiro de 2018, as autoridades sul-africanas vão conceder vistos de permanência de quatro anos a ex-refugiados angolanos, anunciou o cônsul. A medida entra em vigor em Fevereiro do próximo ano.
Segundo o cônsul, as autoridades sul-africanas esperavam que os ex-refugiados regressassem a Angola mesmo depois de terem recebido vistos de permanência de dois anos, quando já estava em vigor a medida que punha termo ao estatuto.

                                                          Fixação de residência fora do acordo de supressão de vistos

O diplomata informa que a supressão dos vistos em passaportes ordinários não é para fixação de residência nem num país nem noutro. Conforme o acordo, explica, são para turismo, comércio, para tratar de questões de saúde. “É bom que se esclareça à população que não servem para fixação de residência”, disse.
O cônsul-geral explicou que os vistos de trabalho e de estudante devem ser pedidos na origem, numa altura em que os dois países assumem um grande papel no contexto africano e espera que haja harmonia entre os povos. “A região espera muito por nós”, disse.
Segundo o diplomata, os riscos inerentes à abertura de fronteiras para sul-africanos, e vice-versa, são riscos controlados, aliás os acordos, quaisquer que sejam, têm sempre vantagens e desvantagens. “Penso que vamos tomar medidas para que o controlo seja rigoroso para que se evitem constrangimentos.  E nisso, o nosso Ministério do Interior deve estar a trabalhar sobre esta questão”, sublinhou.
Actualmente, o consulado de Joanesburgo que cobre quatro áreas, desde Gauteng, Mpumalanga, North West e Limpopo, conta com mais de nove mil angolanos, embora considere “uma população muito flutuante”.
Como exemplo, o cônsul indicou os ex-membros do Batalhão 32, que vivem no interior da África do Sul, enquanto em Joanesburgo a população de angolanos é ambulante, pois ora estão naquele país, ora em Luanda, e é geralmente constituída por estudantes.

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