Educação

Descartada rescisão com docentes cubanos da Faculdade de Medicina

A permanência de docentes cubanos que leccionam na Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN) não está em risco, como se propala em alguns círculos huilanos, desmentiu hoje, no Lubango, a ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia e Inovação, Maria Bragança Sambo.

Descartada rescisão com docentes cubanos da Faculdade de Medicina
Descartada rescisão com docentes cubanos da Faculdade de Medicina

Ministra Maria Bragança Sambo tranquiliza 36 docentes de nacionalidade cubana que leccionam na Faculdade de Medicina na Huíla
Fotografia: Angop

Falando aos jornalistas antes da inauguração das novas instalações da referida unidade orgânica da UMN, no quadro da visita de dois dias do Presidente da República, João Lourenço, à província da Huíla, a ministra disse que “não há risco, nem cortes, e que os cursos vão funcionar com a normalidade nas condições actuais”.

Segundo a governante, ainda não foi possível absorver quadros angolanos que possam ministrar os cursos, pelo que há necessidade de recorrer ainda à cooperação estrangeira.

Maria Sambo declarou que o Executivo tem em vista a criação de condições para a realização de concursos públicos para, progressivamente, tornar o subsistema de ensino independente de docentes expatriados.

“O contrato que existe para que os docentes expatriados leccionem nas instituições de ensino superior é da responsabilidade do Ministério afim, mediante um acordo com Cuba, pelo que não vejo a nível local a existência de uma medida que não seja orientada pelo Ministério de tutela”, frisou a ministra.

Questionada sobre a possibilidade de criação de hospitais universitários, Maria Bragança Sambo fez saber que as prioridades do momento recaem em fazer com que todas as faculdades de medicina tenham condições dignas.

“Enquanto não tivermos condições para ministrar os cursos, não podemos pensar já em hospitais universitários. Já que as unidades de carácter provincial têm características para a docência, deve-se, sim, articular bem com as direcções para que as aulas práticas decorram com normalidade”, esclareceu.

A Faculdade de Medicina recebeu este ano 561 estudantes do primeiro ao sexto ano, assegurados por 43 docentes, 36 dos quais de nacionalidade cubana.

JA

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