Educação

Especialista apela ao entendimento na CPLP

Luanda - O técnico do Instituto de Língua Portuguesa, Gimi Panzo, apontou, nesta segunda-feira, em Luanda, a necessidade da criação de uma plataforma comum entre os Estados Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para o fim do impasse em relação ao acordo ortográfico.

De acordo com o especialista, que falava no Colóquio sobre a Língua Portuguesa, apesar de a ver diferenças, também fruto das realidades culturais de cada país membro, devem, no entanto, unir-se e criar uma plataforma comum que ponha fim ao desacordo.

“Todos os países devem se sentir integrados e beneficiários, para se alcançar o sucesso esperado em relação ao acordo ortográfico “, frisou.

Afirmou que o impasse que se regista está a propiciar a propiciar a separação entre os falantes da língua portuguesa, causando, por canto disto, a fraca diplomacia linguística entre os Estados da CPLP.

Gimi Panzo afirmou que os Estados não devem velar apenas pelos interesses próprios, mas olharem para o comum, por fazerem parte das relações internacionais.

O acordo ortográfico foi assinado para entrar em vigor a 1 de Janeiro de 1994, mediante a sua ratificação por todos os países-membros da CPLP. Porém, tal cenário não aconteceu, pois apenas Portugal, a 23 de Agosto de 1991, e o Brasil, a 18 de Abril de 1995, ratificaram o documento. Foram então assinados dois protocolos modificativos, em duas ocasiões diferentes.

O primeiro retirou do texto original a data para a sua entrada em vigor; e o segundo, para além de permitir a adesão de Timor-Leste, que acabava de alcançar a Independência, estabeleceu que seria suficiente que três membros da CPLP ratificassem o acordo para que este entrasse em vigor.

O último país a ratificar o documento foi Moçambique, em 7 de Junho de 2012, depois de Portugal (1991), Brasil (1995), Cabo Verde (2005), Guiné-Bissau (2009), São Tomé e Príncipe (2006) e Timor-Leste (2009).

Entre as alterações que o novo Acordo traz, destacam-se: o aumento do alfabeto de 23 para 26 letras, com a introdução de “k”, “w” e “y”, precisamente para acomodar as palavras originárias de línguas estrangeiras e seus derivados, sobretudo nomes de pessoas e de lugares, entre outros, bem como siglas, símbolos e unidades de medida internacionais.

O uso da minúscula inicial nos dias da semana, nos meses, nas estações do ano e nos pontos cardeais e o uso facultativo de minúscula ou de maiúscula nas disciplinas escolares, nomes de lugares públicos ou edifícios, nas formas de tratamento e em nomes de livros ou de obras, excepto o primeiro nome;

A supressão das consoantes mudas (que não se ouvem), como “ação”, “diretor” ou “ótimo”, e sua manutenção em palavras como “pacto”, “ficção” ou “interrupção”, entre outras, por se pronunciar o “c”, a supressão do hífen em compostos, assim como o uso facultativo de acento nas formas verbais terminadas em “-ámos” (pretérito perfeito do indicativo dos verbos da primeira conjugação), ou no presente do conjuntivo do verbo “dar”, “dêmos” ou “demos.

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Bernardo Seculo

Jovem Empreendedor , Sonhador , Estudante Do Curso de Técnico De Informática, Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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