Educação

Sinprof defende salários diferentes entre professores

O Executivo deve considerar e fazer constar o tempo de serviço dos professores na tabela salarial, para diferenciar os que estão prestes a concluir a carreira de quadros dos que ingressam, pela primeira vez, no sector da Educação.

Sinprof defende salários diferentes entre professores
Sinprof defende salários diferentes entre professores

Novos membros do sindicato dos professores do Cuanza-Sul
Fotografia: Victor Pedro | Edições Novembro | Sumbe

A posição foi defendida pelo presidente do Sindicato Nacional de Professores (Sinprof) Guilherme Silva, durante o encerramento VI assembleia provincial de renovação de mandatos do secretariado, realizado na sexta-feira no Sumbe, província do Cuanza-Sul.
Guilherme Silva defendeu a necessidade de definir-se políticas públicas sociais e deixar-se de olhar para o sector da Educação como um enteado que sobrevive de migalhas ou restos dos outros.
O responsável diz não entender o porquê que a verba destinada ao sector da Educação continua a ser baixa. Admitiu que o Sinprof vai continuar a defender a liberdade sindical e o direito à greve, onde os interesses dos professores e de alunos, em busca melhores condições de trabalho e remuneração, serão o cavalo de Tróia.
Durante a sua intervenção, o presidente do Sinprof referiu-se aos problemas de professores com um e dois tempos lectivos semanais, que são formados em Gestão de Empresas, mas leccionam a iniciação, 1ª classe, inglês, e que existem docentes do 6º escalão colocados na área administrativa.
“Temos ainda professores sem horário e que recebem salários. Outros recebem guias de marcha com dados contraditórios. Os docentes devem deixar a vaidade e a arrogância de lado, pois devem passar a dialogar e a ouvir mais, serem transparentes, exigirem rigor no trabalho e determinação”, notou.
O presidente do Sinprof pediu aos delegados e gestores escolares no sentido de combaterem os técnicos que possuem certificações duvidosas e os docentes que contratam outros para darem aulas no seu lugar ou que confundem o sector da Educação com assuntos partidários. Admitiu que tais situações têm contribuído para a má qualidade do ensino.
Para ele, um sindicalista deve saber ser e estar para servir de exemplo para os outros, incentivando, no seio da sua escola ou local de trabalho, assiduidade, pontualidade e dedicação. Lembrou que o exercício sindical é fortalecido na base e dentro dos pressupostos da lei e da Constituição da República, o que só é possível com um professor motivado para exercer a cidadania, como sendo parte básica da democracia.
Guilherme Silva pediu aos delegados presentes para aprimorarem os conhecimentos sobre o uso das novas tecnologias, para facilitar a comunicação e a informação entre os secretariados e os associados.

Novos secretário do Sinprof

O novo secretário provincial do Sinprof no Cuanza-Sul, Manuel Joaquim Kalundo, que substituiu no cargo o professor Celestino Kalembe Lutukuta, garantiu dar continuidade ao programa do seu antecessor, relativamente aos processos que decorrem entre o Sinprof e o Gabinete Provincial da Educação, Ciência e Tecnologia.
Manuel Joaquim Kalundo fez saber que o momento é de consolidar as acções até aqui conquistadas, ao olhar para aquilo que foram os desafios do sindicato na edificação dos secretariados municipais e os representantes comunais.
Como desafio, anunciou a construção, ainda este ano, do centro de saúde para os professores filiados no Sinprof e outros projectos que vão reger o mandato ora assumido. O Sindicato de Professores no Cuanza-Sul controla mais de 10 mil filiados.

JA

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