Educação

Visão do Movimento de Estudantes Angolanos sobre o PAPE – Capita Inga

O M.E. A não é céptico, mas realista. Pois existem as verdades dos factos e a realidade da razão, neste particular importa recordar que o governo angolano já desenvolveu inúmeros programas econômicos, porém nenhum vincou.

Fonte: Club-k.net

Visão do Movimento de Estudantes Angolanos sobre o PAPE - Capita Inga
Visão do Movimento de Estudantes Angolanos sobre o PAPE – Capita Inga

O Governo Angolano é arbitro e ao mesmo tempo jogar, numa violação grosseira aos preceitos constitucionais artigo 89.

Antes da implementação de qualquer outro projecto é necessário avaliar os projectos anteriores, corrigir as falhas para efectivamente implantar-se outros com maior segurança, responsabilidade e sucesso, pois os erros não devem ser a tónica dominante de um Governo que se preza.

1- No ano 2012, o governo de angola criou a política nacional do desenvolvimento da juventude (PNDJ) com quatro pilares fundamentais que são:

1-Integração económica de toda juventude Através de criação de um milhão de empregos, cujo lema foi: (produzir mais para distribuir melhor).

2-Melhoria da qualidade de vida dos jovens

3-participação dos jovens no desenvolvimento social e económico do país;

4-Melhoria de enquadramento institucional da juventude;

Quando a materialização das recomendações dos quatro pilares, dedicados como fundamentais para a melhoria das condições sócios económicas para juventude (educação, saúde, habitação, transporte público e criação de emprego), o estudo prático revelou que passados mais de cincos os problemas da juventude acima mencionados continuam a espera de respostas institucionais, pois as políticas do Estado para a juventude fracassaram.
Por exemplo, se em 2014 éramos 24,2% de desempregados segundo o senso 2014.

Dados da UNTA, dão conta que só em 2018 haviam sido desempregados cerca de mais de 100 mil jovens.
Finalmente em 2019, a taxa de desemprego subiu de 28,8%, sendo que 24,95% são jovens.

INAPEM, criado em 2013, cujo objectivo principal era promover o crédito jovem, mas que isso não passou de uma quimera, pois até ao momento a questão do crédito é gravíssima. No ano de 2018, o Sexto Conselho Superior da Juventude Angolana, num debate televisivo, apresentou o acesso ao credito e ao primeiro emprego como sendo as principais preocupações da juventude angolana datada de 12 de3 Julho de 2018.

Ainda em 2012 com a finalidade de promover o bem- estar da juventude angolana, o governo criou o BUE (balcão único do empreendedor), um projecto também fracassado.

O PAPAGRO é mais um projecto que também não passou de uma miragem, pois não deu resposta aos objectivos aos quais foi criado.

Dentro deste imbróglio, o MEA entende que o PAPE será mais um programa fracassado caso continuemos com os vícios do passado como:

– Desvio dos fundos destinados a implementação das politicas sociais da juventude;

-Ausência de critérios objectivos e credíveis na disponibilidade dos créditos;

-Vícios na gestão dos programas destinados para juventude;

-Ausência de fiscalização na aplicação dos programas destinados a juventude;

Face á todos os elementos que já mencionamos e outros, o MEA, recomenda que o Executivo angolano melhore a definição e aplicação das políticas sociais ligadas a juventude:

1- Melhorar a aplicação das políticas públicas;

2- Melhorar o processo de fiscalização da efectivação das politicas da juventude,

3- Alocar as instituições nas zonas onde a maioria da juventude vive isso é, adaptar os centros de formação as necessidades locais dos jovens;

4- Envolver actores plurais e diversos na implementação do PAPE 2019 a 2021.

5- O Executivo angolano deve apoiar as empresas que já funcionavam e actualmente estão a fechar por falta de capital financeiro, ou seja, acesso ao credito.

Neste caso, O MEA entende que o sucesso da implementação do PAPE 2019-2021, passa por levar em conta os aspectos que são bastante cruciais para o sucesso deste plano.

 

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