Hyundai vai montar veículos em Angola

A companhia sul-coreana Hyundai Motors prepara-se para, a curto prazo, instalar, em Angola, uma fábrica de montagem de veículos pesados, anunciou ontem, em Luanda, o responsável pela área comercial da multinacional, Seong Kwon Han.

Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

A Hyundai é uma das dez marcas mais referenciadas do mundo. Em 2018 vendeu 5.483.684 unidades.
Em declarações à imprensa, depois de uma audiência concedida pelo Presidente João Lourenço, Seong Kwon Han disse que, numa primeira fase, a futura fábrica vai montar autocarros e camiões.
Com o Chefe de Estado angolano, “analisámos a estratégia e a política de preços, bem como a qualidade das peças sobressalentes que darão suporte ao processo de montagem”, disse, citado pela Angop.
Seong Kwon Han afirmou que o projecto, além de Angola, deverá expandir-se aos mercados dos países vizinhos.
A intenção da Hyundai Motors de instalar uma unidade de montagem de automóveis num país africano de língua portuguesa não é inédita.
Em 2014, a companhia sul-coreana inaugurou, em Moçambique, uma unidade semelhante denominada “Somyoung Motors”, num investimento privado moçambicano e sul-coreano, avaliado em 5, 45 milhões de dólares norte-americanos.

Cooperação com Cuba

O vice-presidente do Conselho de Estado e de Ministros de Cuba, Salvador Valdes Mesa, reafirmou ontem, em Luanda, o compromisso do país cooperar na recuperação económica de Angola.
O governante cubano, que está em Angola para participar nas comemorações da Batalha do Cuito Cuanavale, a assinalar-se hoje, afirmou que, no quadro da cooperação bilateral, mais de dois mil técnicos cubanos trabalham no território angolano.
Os dois países cooperam em vários sectores, com vantagens recíprocas. Em Angola, técnicos cubanos trabalham em áreas como a Saúde.
Em Dezembro último, o Presidente da República anunciou que deve fazer uma visita de Estado a Cuba, para reforçar a cooperação multissectorial.
À saída de uma audiência concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, o dirigente cubano disse que a Batalha do Cuito Cuanavale tem um significado transcendental, por ter “forçado” o antigo regime de segregação racial da África do Sul “apartheid” a sentar-se à mesa das conversações, o que permitiu proclamar a independência da Namíbia.
A batalha, ocorrida de 15 de Novembro de 1987 a 23 de Março de 1988, na província do Cuando Cubango, colocou em confronto militares das ex-Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), das Forças Revolucionárias de Cuba (FAR), da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e do exército sul-africano.
O confronto terminou com o triunfo das FAPLA, apoiadas pelas FAR. “Para Cuba, constitui uma grande honra ter participado na batalha para a pacificação da África Austral”, declarou Salvador Valdes Mesa.
À luz da ajuda militar por parte dos internacionalistas cubanos (1974-1991), as relações bilaterais entre Angola e Cuba transformam-se, paralelamente, numa longa cooperação em vários domínios.
Apesar do abrandamento registado entre 1991 e 2002, as relações diplomáticas entre os dois países mantêm a vitalidade, desde que foram estabelecidas, a 15 de Novembro de 1975.
O primeiro instrumento jurídico de cooperação em vários domínios entre os Governos de Angola e de Cuba remonta de Fevereiro de 1976 e incidiu nos sectores da Saúde e da Educação.

JA

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