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Africa

Figuras influentes africanas envolvidas em escândalo

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Secretary of Defense Ash Carter hosts an honor cordon for Liberian President Ellen Johnson Sirleaf at the Pentagon Feb. 25, 2015. (DoD photo by Petty Officer 2nd Class Sean Hurt/Released)

Políticos e empresários africanos estão envolvidos em transacções financeiras questionáveis descobertas pelos Paradise Papers, investigação divulgada na semana passada, que revela casos de corrupção ligados a paraísos fiscais, em escala global.
Num artigo publicado na página online da agência de notícias alemã Deustsche Welle (DW) é referido que nos documentos constam, entre outros, nomes como o do secretário de Estado do Uganda, Sam Kutesa, da Presidente cessante da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e do antigo ministro queniano, Sally Kosgei, assim como de empresários importantes e gestores de topo do continente africano.

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Africa

Antigo primeiro-ministro reaparece em grande estilo

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O antigo primeiro-ministro do Egipto, Ahmed Shafiq, reapareceu esta semana em grande na cena política local ao conceder uma entrevista por telefone a um canal de televisão onde desmentiu ter sido raptado ou vítima de maus tratos.

Shafiq exerceu o cargo de primeiro-ministro nos últimos três meses de poder de Mubarak
Fotografia: Ahmed Shafiq Aide | AFP

Shafiq, que exerceu o cargo de primeiro-ministro nos últimos três meses de poder de Hosni Mubarak, havia regressado ao Egipto há duas semanas depois de ter estado exilado durante cinco anos nos Emirados Árabes Unidos, na sequência de ter sido derrotado nas urnas por Mohammed Morsi em 2012 e por recear acções de represália.
A especulação sobre o seu paradeiro aumentou à medida que os dias passavam sem que ele fosse visto em público e tiveram alguma sustentação quando membros da sua família disseram que não sabiam do seu paradeiro desde que regressou ao país.
Ahmed Shafiq terá regressado ao Cairo há cerca de uma semana, tendo-semantido incomunicável e alojado num hotel da capital egípcia, disse ao Jornal de Angola ontem fonte diplomática local.
“Apenas um grupo muito restrito de pessoas sabiam onde ele estava. O senhor Shafiq não queria ser incomodado nos primeiros dias do seu regresso ao país e, por isso, preferiu evitar qualquer tipo de contacto”, sublinhou a fonte.
Mas, a verdade é que ninguém pode ignorar estar-se perante uma forte coincidência, uma vez que o regresso de Ahmed Shafiq ao Egipto ocorreu apenas dois dias depois do actual presidente, Abdulah Sissi, ter dito que se iria recandidatar nas eleições previstas para 2018.
Ainda no exílio, Ahmed Shafiq havia admitido há um mês que poderia candidatar-se a essas eleições, adiantando que estava a receber fortes apoios para que pudesse formalizar essa sua intenção.
Por isso não foi estranho que a sua família estivesse receosa por saber que ele havia regressado ao país e ao não saber do seu paradeiro.
Alguma imprensa egípcia chegou mesmo a dizer que o antigo primeiro-ministro tinha sido raptado e que estava a ser pressionado para não formalizar a sua candidatura.
Seja como for, a verdade é que na entrevista agora concedida por telefone a uma cadeia local de televisão, Ahmed Shafiq disse que não tinha sido raptado, que se encontrava bem, mas, também, que havia reconsiderado na sua intenção de se apresentar a votos no próximo ano.

Derrotado por Morsi
Ahmed Shafiq exilou-se nos Emirados Árabes Unidos após ter perdido as eleições presidenciais de 2012 para Mohammed Morsi e depois de ter sido acusado pelos tribunais dos crimes de corrupção, tendo mesmo sido emitido contra si um mandato de captura.
Dois anos depois, Mohammed Morsi foi deposto por um golpe de Estado militar liderado pelo actual presidente e as acusações contra Ahmed Shafiq acabaram por ser levantadas.
Apesar do levantamento das acusações, a verdade é que a justiça egípcia nunca emitiu uma nota sobre isso, facto que levou a que a advogada de Ahmed Shafiq sempre se mostrasse relutante nas abordagens feitas sobre o assunto.
Ainda recentemente um outro potencial candidato presidencial, o coronel Ahmed Konsowa, foi detido pelos militares e acusado do crime de traição, supostamente por ter querido abandonar a carreira militar para se poder candidatar a Presidente da República.
Na base da acusação está um vídeo posto a circular nas redes sociais onde o referido coronel aparece em situações que configuram “abuso de poder”.
Mas o que importa reter é que a um ano da realização de eleições presidenciais no Egipto, os políticos se começam a movimentar e poucos são os que acreditam que Ahmed Shafiq não vai apresentar a sua candidatura à chefia do Estado, até porque continuam a ser dele muitos dos apoios de homens de negócios que foram dados durante décadas a Hosni Mubarak.
Como principal opositor vai estar o actual presidente, Abdulah Sisi, que já deu o passo em frente confirmando estar pronto para ir a votos.

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