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Deputados britânicos rejeitam todas as opções de saída da União Europeia

Três dias depois de ultrapassada a data inicial do Brexit, os deputados britânicos na conseguiram maioria num voto referente ao Brexit. Com quatro moções a votação na segunda-feira, os deputados rejeitaram todas as opções.

Deputados britânicos rejeitam todas as opções de saída da União Europeia
Deputados britânicos rejeitam todas as opções de saída da União Europeia

Fotografia: DR

Das oito moções que estavam em jogo foram escolhidas para debate apenas quatro pelo líder da Câmara dos Comuns, John Bercow.
A moção C, de Kenneth Clark, que defendia que qualquer acordo de retirada e declaração política negociada com a UE devia incluir um compromisso para negociar uma união aduaneira abrangente e permanente com o Reino Unido e garantir que isso ficava inscrito na lei. Teve 273 votos a favor e 276 contra. Apenas três votos de diferença.
A moção D, de Nick Boles, apostava num Mercado Comum 2.0, isto é, um acordo ao estilo do que a Noruega tem com a União Europeia, que incluía ficar no mercado único europeu, aceitando a liberdade de movimentos, assim como a união aduaneira. Teve 261 votos a favor e 282 contra: 21 de diferença.
Boles anunciou depois de conhecidos os resultados que vai deixar o cargo dentro do Partido Conservador – ele era responsável por garantir a disciplina de voto. “Falhei porque o meu partido se recusa a comprometer”, disse. Mais tarde anunciou que ficará como um conservador progressista independente no Parlamento britânico.
O principal negociador da União Europeia para o Brexit garantiu que os 27 não vão renegociar o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia. Mas deixou claro que sem acordo não haverá um período de transição – “Não há acordo, não há transição”. O cenário de uma saída sem acordo ganhou consistência nos últimos dias, sobretudo depois de na segunda-feira o Parlamento ter rejeitado as quatro opções ao acordo de May.
Com a votação de segunda-feira ganhou força a hipótese de a primeira-ministra britânica, Theresa May, poder levar a votação – pela quarta vez – o seu acordo.
Diante de duas emendas que significam um “soft Brexit” e outras duas que, na prática, podiam acabar por pôr um ponto final ao Brexit, a primeira-ministra pode usar a votação para ameaçar os eurocépticos conservadores que votaram contra si.
A cada votação, May tem ganho votos e na última (a que não foi vinculativa, porque separou o acordo de saída da declaração política), perdeu por apenas 58 votos .

JA

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