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Ex-vice de Barack Obama quer concorrer à Presidência

Após meses de ponderação, o ex-vice Presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciou ontem que vai candidatar-se à Presidência do país nas eleições de 2020.

Ex-vice de Barack Obama quer concorrer à Presidência
Ex-vice de Barack Obama quer concorrer à Presidência

Senador justifica candidatura com o desejo de ver resgatados os “valores centrais” da América
Fotografia: DR

Como justificação para a decisão, Joe Biden refere-se “aos valores centrais desta nação … à nossa posição no mundo … à nossa própria democracia … tudo o que tornou a América no que ela é”.
O anúncio fez-se também com um vídeo partilhado no Youtube.
Com este anúncio são agora, pelo menos, 20 os candidatos às primárias democratas, das quais sairá o candidato do partido que defrontará Donald Trump nas presidenciais do próximo ano, sendo que vários outros nomes menos mediáticos podem ainda juntar-se à corrida.
Biden, de 76 anos e antigo Vice-Presidente de Barack Obama, tem uma longa carreira política e surge, desde logo, entre os favoritos, ao lado do senador Bernie Sanders, que tem liderado várias sondagens e já demonstrou ser um forte angariador de fundos.
Entre os democratas, Bi-den tem uma experiência internacional e legislativa ímpar e está entre as caras mais conhecidas da política norte americana. Existem, contudo, algumas reservas quanto à sua capacidade para captar verbas para a campanha e à sua tendência para cometer ‘gaffes’.
A sua abordagem centrista num partido que tem movido à esquerda nas principais questões políticas levanta também dúvidas quanto à sua capacidade de mobilização.
Caso venha a ganhar as eleições presidenciais de 2020, Biden tornar-se-á no Presidente mais velho alguma vez eleito, mas os seus aliados acreditam que mesmo os mais cépticos acabarão por ceder dadas as suas fortes ligações aos anos da Presidência Obama.
Joe Biden pretende assumir-se como um canal de comunicação entre os vo-tantes brancos da classe trabalhadora e os votantes mais jovens e heterogéneos que estiveram na base dos re-sultados históricos de Ba-rack Obama.
Os democratas do Sena-do dos Estados gémeos de Delaware e da Pensilvânia, de Joe Biden, estão determinados a apoiá-lo na corrida para Presidente.
O senador de Delaware, Chris Coons, e o senador da Pensilvânia, Bob Casey, emitiram prontamente declarações de apoio por escrito a Biden, logo após o ex-Vice-Presidente ter anunciado a sua candidatura para 2020.
Coons, que ocupa a cadeira do Senado que pertencia a Biden, afirma no comunicado: “Joe Biden não fala apenas em tornar o nosso município mais justo, ele produz resultados”.
Por seu lado, o ex-Presidente norte-americano Barack Obama declarou, através de uma porta-voz, que ter escolhido Joe Biden como seu vice em 2008 foi “uma das melhores decisões que tomou”.
Obama não apoiou expressamente Joe Biden, nem qualquer outro candidato, mas o facto de Obama ter divulgado uma declaração-algo que não fez em relação a outros candidatos democratas-revela a estreita ligação pessoal que tem com Biden.
A porta-voz de Obama, Katie Hill, diz que Obama se baseou no “conhecimento que tem de Biden em todas as campanhas e durante a Presidência inteira”.
Biden foi criado em Scranton, Pensilvânia, mas viveu a maior parte de sua vida em Wilmington, Delaware. Biden representou Delaware no Senado de 1973 a 2009.

Trump reage com sarcasmo

O Presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu à decisão de Biden, dando as boas-vindas à candidatura do antigo Vice-Presidente ao pleito de 2020, mas mostrou-se mordaz quanto às hipóteses de êxito do político democrata.
“Bem-vindo à corrida Joe adormecido (Sleppy Joe)”, escreveu Trump num Tweet, caracterizando de forma mo-rdaz o candidato septuagenário que vai concorrer à Casa Branca, depois de já ter sido Vice-Presidente durante os dois mandatos de Barack Obama.
Trump acrescenta: “só espero que tenha a inteligência, há muito tempo em dú-vida, para enfrentar uma campanha bem-sucedida”.
O Presidente norte-americano antevê que o confronto eleitoral com aquele candida-to será “desagradável”, mas observa que se Biden vencer a nomeação democrata, irá “vê-lo na linha de partida”.

JA

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