Internacional

Governo angolano reforça ajuda humanitária às populações afetadas em Moçambique

O Governo angolano enviou hoje o quarto voo com cerca de 52 toneladas de medicamentos e material gastável, para a cidade da Beira, em Moçambique, para acudir as populações afetadas pelo ciclone Idai, que causou pelo menos 447 mortos.
Idai: Governo angolano reforça ajuda humanitária às populações afetadas em Moçambique
Locals fish small fish with a net to supplement their feeding in the Pongue River region, after the passage of cyclone Idai in the province of Sofala, central Mozambique, 24 March 2019. Reports state that ome 1.7 million people are said to be affected across southern Africa. TIAGO PETINGA/LUSA Lusa

Segundo a ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, que falava, hoje, em conferência de imprensa, em Luanda, a ação enquadra-se na “missão humanitária e de solidariedade” de Angola, naquele país desde 22 de março, para “atenuar a situação crítica”.

“Porque de facto o cenário que encontramos é bastante crítico, tivemos ocasião de sobrevoar a cidade da Beira, um cenário de grande destruição e ainda continuava a haver pessoas penduradas nas árvores, por cima de residências”, disse.

Para a cidade da Beira, devem chegar igualmente hoje, referiu a governante, dois helicópteros, para apoiar a operação de resgate de pessoas em zonas de difícil acesso, e mais dois helicópteros com uma tripulação de especialistas treinados em resgate.

A população afetada pelo ciclone Idai em Moçambique subiu para 794.000, anunciaram hoje as autoridades, que contabilizam 447 mortos.

Em relação a domingo, o resumo de informação distribuída pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) acrescenta uma vítima mortal aos dados divulgados e aumenta em 50% o número de pessoas atingidas.

Esta população afetada não significa que esteja “em risco de vida”.

“São pessoas que perderam as casas” ou que estão “em zonas isoladas e que precisam de assistência”, explicou no domingo o ministro da Terra e Ambiente, Celso Correia.

Angola tem desde sexta-feira, na cidade da Beira, uma “missão humanitária e de solidariedade” composta por cerca de 100 pessoas, entre técnicos do Ministério da Saúde e da Defesa, com tropas especiais, que se juntaram às equipas locais de salvamento.

Hoje, Sílvia Lutucuta deu conta que das 100 pessoas que embarcaram na sexta-feira, estão em Moçambique de forma permanente 68 profissionais entre médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico, de saúde pública treinados para as grandes epidemias e outros especialistas.

A governante recordou que o primeiro apoio de Angola foi de cerca de 26 toneladas, com diversos meios, nomeadamente medicamentos, materiais gastáveis e outros meios para a subsistência das equipas.

A ministra explicou ainda que a “missão humanitária e de solidariedade” de Angola tem previsão de estadia e apoio de 30 dias em Moçambique, prevendo alargar ou encurtar esse período “até que as condições mínimas e básicas estejam asseguradas”.

A Organização Mundial de Saúde anunciou que está a preparar-se para enfrentar prováveis surtos de cólera e outras doenças infecciosas, bem como de sarampo, em extensas zonas do sudeste de África afetadas pelo ciclone Idai, em particular em Moçambique.

O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março.

Sapo

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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