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Africa

Grace Mugabe tinha muito poder

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À medida que vão passando os dias sobre o pedido de demissão apresentado por Robet Mugabe, mais se vai sabendo sobre o poder político que estava nas mãos da sua esposa Grace Mugabe.

Grace Mugabe é acusada de cometer excessos
Fotografia: Jekesai Njikizana | afp

Alguns colaboradores do antigo Presidente do Zimbabwe, aos poucos, vão levantando a ponta do véu e revelando episódios que mostram o poder que Grace Mugabe tinha a ponto de dizerem que era ela quem, efectivamente, governou o Zimbabwe nos últimos dois anos. Já no processo de negociação das condições para a sua resignação, Robert Mugabe deixou que fosse a mulher a analisar as propostas apresentadas pelos militares e a elaborar rascunhos das contra-propostas que ele depois apresentaria como suas através do padre Fidelis Mukonori.
Grace Mugabe, segundo alguns colaboradores do antigo Presidente, redigia os discursos que o marido lia e escolhia pessoalmente os dirigentes que ele recebia na sua residência particular.
Era ela também, talvez a recordar os tempos em que foi secretária do Presidente, que elaborava a agenda oficial e particular do marido e escolhia os eventos em que ele devia participar. Foi ela que, no mesmo dia em que o marido assinou a sua carta de demissão, convocou para essa manhã uma reunião de ministros na State House (então já ocupada pelos militares) e na qual, mesmo assim, ainda haviam de comparecer três elementos.
Foi Grace Mugabe, também, quem escreveu a carta a demitir Emmerson Mnangagwa do cargo de Vice-Presidente da República, não se sabendo se Robert Mugabe a assinou com a plena consciência do que estava a fazer.
Outros pormenores sobre o poder que Grace tinha sobre Robert Mugabe estão a ser recolhidos por um jornalista zimbabweano e podem ser em breve revelados em forma de livro. Um livro onde vão constar  estes dados que o Jornal de Angola aqui revela em primeira-mão.

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Africa

Antigo primeiro-ministro reaparece em grande estilo

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O antigo primeiro-ministro do Egipto, Ahmed Shafiq, reapareceu esta semana em grande na cena política local ao conceder uma entrevista por telefone a um canal de televisão onde desmentiu ter sido raptado ou vítima de maus tratos.

Shafiq exerceu o cargo de primeiro-ministro nos últimos três meses de poder de Mubarak
Fotografia: Ahmed Shafiq Aide | AFP

Shafiq, que exerceu o cargo de primeiro-ministro nos últimos três meses de poder de Hosni Mubarak, havia regressado ao Egipto há duas semanas depois de ter estado exilado durante cinco anos nos Emirados Árabes Unidos, na sequência de ter sido derrotado nas urnas por Mohammed Morsi em 2012 e por recear acções de represália.
A especulação sobre o seu paradeiro aumentou à medida que os dias passavam sem que ele fosse visto em público e tiveram alguma sustentação quando membros da sua família disseram que não sabiam do seu paradeiro desde que regressou ao país.
Ahmed Shafiq terá regressado ao Cairo há cerca de uma semana, tendo-semantido incomunicável e alojado num hotel da capital egípcia, disse ao Jornal de Angola ontem fonte diplomática local.
“Apenas um grupo muito restrito de pessoas sabiam onde ele estava. O senhor Shafiq não queria ser incomodado nos primeiros dias do seu regresso ao país e, por isso, preferiu evitar qualquer tipo de contacto”, sublinhou a fonte.
Mas, a verdade é que ninguém pode ignorar estar-se perante uma forte coincidência, uma vez que o regresso de Ahmed Shafiq ao Egipto ocorreu apenas dois dias depois do actual presidente, Abdulah Sissi, ter dito que se iria recandidatar nas eleições previstas para 2018.
Ainda no exílio, Ahmed Shafiq havia admitido há um mês que poderia candidatar-se a essas eleições, adiantando que estava a receber fortes apoios para que pudesse formalizar essa sua intenção.
Por isso não foi estranho que a sua família estivesse receosa por saber que ele havia regressado ao país e ao não saber do seu paradeiro.
Alguma imprensa egípcia chegou mesmo a dizer que o antigo primeiro-ministro tinha sido raptado e que estava a ser pressionado para não formalizar a sua candidatura.
Seja como for, a verdade é que na entrevista agora concedida por telefone a uma cadeia local de televisão, Ahmed Shafiq disse que não tinha sido raptado, que se encontrava bem, mas, também, que havia reconsiderado na sua intenção de se apresentar a votos no próximo ano.

Derrotado por Morsi
Ahmed Shafiq exilou-se nos Emirados Árabes Unidos após ter perdido as eleições presidenciais de 2012 para Mohammed Morsi e depois de ter sido acusado pelos tribunais dos crimes de corrupção, tendo mesmo sido emitido contra si um mandato de captura.
Dois anos depois, Mohammed Morsi foi deposto por um golpe de Estado militar liderado pelo actual presidente e as acusações contra Ahmed Shafiq acabaram por ser levantadas.
Apesar do levantamento das acusações, a verdade é que a justiça egípcia nunca emitiu uma nota sobre isso, facto que levou a que a advogada de Ahmed Shafiq sempre se mostrasse relutante nas abordagens feitas sobre o assunto.
Ainda recentemente um outro potencial candidato presidencial, o coronel Ahmed Konsowa, foi detido pelos militares e acusado do crime de traição, supostamente por ter querido abandonar a carreira militar para se poder candidatar a Presidente da República.
Na base da acusação está um vídeo posto a circular nas redes sociais onde o referido coronel aparece em situações que configuram “abuso de poder”.
Mas o que importa reter é que a um ano da realização de eleições presidenciais no Egipto, os políticos se começam a movimentar e poucos são os que acreditam que Ahmed Shafiq não vai apresentar a sua candidatura à chefia do Estado, até porque continuam a ser dele muitos dos apoios de homens de negócios que foram dados durante décadas a Hosni Mubarak.
Como principal opositor vai estar o actual presidente, Abdulah Sisi, que já deu o passo em frente confirmando estar pronto para ir a votos.

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