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Africa

Grace Mugabe tinha muito poder

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À medida que vão passando os dias sobre o pedido de demissão apresentado por Robet Mugabe, mais se vai sabendo sobre o poder político que estava nas mãos da sua esposa Grace Mugabe.

Grace Mugabe é acusada de cometer excessos
Fotografia: Jekesai Njikizana | afp

Alguns colaboradores do antigo Presidente do Zimbabwe, aos poucos, vão levantando a ponta do véu e revelando episódios que mostram o poder que Grace Mugabe tinha a ponto de dizerem que era ela quem, efectivamente, governou o Zimbabwe nos últimos dois anos. Já no processo de negociação das condições para a sua resignação, Robert Mugabe deixou que fosse a mulher a analisar as propostas apresentadas pelos militares e a elaborar rascunhos das contra-propostas que ele depois apresentaria como suas através do padre Fidelis Mukonori.
Grace Mugabe, segundo alguns colaboradores do antigo Presidente, redigia os discursos que o marido lia e escolhia pessoalmente os dirigentes que ele recebia na sua residência particular.
Era ela também, talvez a recordar os tempos em que foi secretária do Presidente, que elaborava a agenda oficial e particular do marido e escolhia os eventos em que ele devia participar. Foi ela que, no mesmo dia em que o marido assinou a sua carta de demissão, convocou para essa manhã uma reunião de ministros na State House (então já ocupada pelos militares) e na qual, mesmo assim, ainda haviam de comparecer três elementos.
Foi Grace Mugabe, também, quem escreveu a carta a demitir Emmerson Mnangagwa do cargo de Vice-Presidente da República, não se sabendo se Robert Mugabe a assinou com a plena consciência do que estava a fazer.
Outros pormenores sobre o poder que Grace tinha sobre Robert Mugabe estão a ser recolhidos por um jornalista zimbabweano e podem ser em breve revelados em forma de livro. Um livro onde vão constar  estes dados que o Jornal de Angola aqui revela em primeira-mão.

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Africa

Carne sul-africana proibida em Moçambique

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O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar mo-çambicano proibiu a importação de produtos de origem animal da África do Sul, de-vido à eclosão da febre aftosa naquele país.

“A Direcção Nacional de Veterinária do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar determina a interdição de importação de animais das espécies bovinas, caprina, ovina, suína, seus produtos e sub-produtos do território sul-africano”, lê-se num comunicado.
A excepção à proibição é para produtos que tenham sido devidamente tratados para a inactivação da febre, tais como produtos lácteos pasteurizados, carnes processadas a calor, troféus, peles e pêlos, acrescenta a nota. A febre aftosa foi reportada no dia 07 de Janeiro de 2019  na República da África do Sul. As autoridades mo-çambicanas vão reforçar a fiscalização de produtos e sub-produtos de origem animal, conclui.
No ano passado, o Gover-no moçambicano impôs a proibição da circulação de produtos de origem ani-mal, devido à eclosão de fe-bre aftosa.

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