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João Lourenço testemunha investidura de Ramaphosa

O Presidente João Lourenço deixa hoje Luanda rumo à Pretória, África do Sul, para participar na investidura do Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

João Lourenço testemunha investidura de Ramaphosa
João Lourenço testemunha investidura de Ramaphosa

Cyril Ramaphosa foi confirmado na quarta-feira pelo Parlamento sul-africano
Fotografia: DR

Na cerimónia, que decorre amanhã, o Chefe de Estado angolano é um dos convidados de honra.A cerimónia de investidura do Presidente eleito, formalmente confirmado, na quarta-feira, pelo Parlamento, depois da vitória do Congresso Nacional Africano (ANC) nas eleições legislativas de 8 de Maio, acontece pela primeira vez no estádio desportivo Loftus Versfeld, com capacidade para 37 mil pessoas.
A ministra da Presidência, Nkosazana Dlamini-Zuma, confirmou à imprensa a presença na cerimónia de apenas Chefes de Estado dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e que integram blocos económicos regionais dos quais a África do Sul faz parte. O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, os presidentes da União Africana, Abdel Fattah el-Sisi, e da Comissão da União Africana, Moussa Fakhi, também estão convidados.
No estádio Loftus Versfeld, o público vai assistir, pela primeira vez, a uma cerimónia de investidura de um Presidente da República, rompendo com a tradição de realização nos jardins do Union Buildings (Palácio Presidencial). Cerca de 32 mil sul-africanos são esperados a partir das primeiras horas de amanhã, para a cerimónia que deve começar às 10h50 locais (9h50 em Angola).
O presidente do Tribunal Constitucional, Mogoeng Mogoeng, preside à cerimónia de investidura de Cyril Ramaphosa, depois de ter feito o mesmo, quarta-feira, no Parlamento, para a eleição formal do Presidente. Aviões da Força Aérea vão sobrevoar a zona do estádio e efectivos dos ramos das Forças Armadas desfilam logo a seguir ao discurso do Presidente, traduzido em linguagem gestual. Para todas as nove províncias estão previstas transmissões ao vivo em locais públicos, com projecção em vídeo.
Na maior economia do continente africano, os custos da investidura do Presidente eleito foram afectados pelas medidas de austeridade que o Go-verno adoptou para equilibrar a economia.
A investidura de Cyril Ramaphosa deve custar menos 100 milhões de rand (moeda sul-africana) do que na última cerimónia em que a posse do ex Presidente, Jacob Zuma, gastou 240 milhões. A organização justifica os cortes com o momento difícil que o país vive para equilibrar as receitas e despesas públicas. Também devido à austeridade, Cyril Ramaphosa deve formar um gabinete “magro”, com menos mi-nistros e adjuntos.

JA

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