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Lula da Silva já recebe propostas de emprego

O ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva já tem recebido ofertas de emprego, entregues à direcção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), segundo informações do blog de notícias e comentários políticos “Noblat”, da Revista Veja.

Lula já recebe propostas de emprego
Lula já recebe propostas de emprego

Os convites entregues à direcção do PT são mantidos em segredo, segundo o blog “Noblat”
Fotografia: DR

As propostas surgem na sequência da notícia divulgada terça-feira, 3 de Junho, sobre o parecer da subprocuradoria-geral da República, Áurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa, emitido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), reconhecendo o direito de Lula cumprir o restante da pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias em regime semiaberto.

De acordo com a página “Yahoo Notícias”, a progressão dá o direito ao petista de trabalhar durante o dia e retornar à prisão para dormir, e é permitida para os condenados que já tenham cumprido um sexto da pena e tenham, entre outros aspectos, bom comportamento. As ofertas são mantidas em segredo, segundo o blog “Noblat”.
O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) aumentou a pena para 12 anos e um mês de prisão, mas o STJ a reduziu para 8 anos e 10 meses. Após manifestação da PGR, cabe ao STJ julgar se Lula pode mudar de regime.

“Festa” a favor de Lula em São Paulo

Líderes do PT afirmaram, no domingo, num evento organizado em São Paulo em apoio a Lula, que não há como dissociar a defesa da educação pública da pauta pela liberdade do ex-Presidente da República.
“Lula e educação são inseparáveis. Esses jovens têm saído às ruas pelo legado que Lula deixou nesse país”, disse a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, nos bastidores do palco montado na praça da República, centro da cidade de São Paulo, onde artistas fizeram apresentação em prol da liberdade de Lula.
Nos últimos dias 15 e 30, movimentos contrários a bloqueios de recursos na educação pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) foram às ruas. Apesar de não ser a pauta dos protestos, parte dos manifestantes defendiam a soltura do ex-Presidente.
“A campanha do Lula Livre, que no nosso caso é mostrar o julgamento injusto que ele teve, se junta à pauta da educação”, disse Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.
“O que nós contestamos no Brasil é um ataque a um programa de inclusão social, de combate à desigualdade, de mais oportunidades para os pobres. Hoje tem um desmonte dessa política.”
O ex-prefeito Fernando Haddad, que foi candidato do partido à Presidência em 2018, discordou. Disse que o PT não pode “ter a pretensão de tutelar movimento social”.
“O movimento da educação é um movimento da sociedade, independentemente da posição que a pessoa tenha em relação ao PT e ao Lula.”
Lula está preso desde Abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em segunda instância pelo caso do tríplex (apartamento) de Guarujá, em São Paulo.
Em Abril deste ano, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) reduziu a pena dele de 12 anos e 1 mês para 8 anos, 10 meses e 20 dias, o que abriu caminho para ele solicitar a progressão de pena para deixar o regime fechado no segundo semestre deste ano – a defesa de Lula adopta outros cálculos e anunciou que já pediria a saída.
No evento, intitulado “Festival Lula Livre”, políticos evitaram subir ao palco para fazer discursos. O evento teve shows de artistas como Chico César, Fernanda Takai e Thaíde.
Além de Lula, os artistas defenderam as minorias, investigação sobre os mandantes do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e também reclamaram dos bloqueios na educação.
Fizeram diversas críticas ao governo Bolsonaro. O cantor Odair José interpretou o maior sucesso, “Eu vou tirar você desse lugar” em homenagem ao que chamou de “idiotas de plantão”.
Questionado após o show, disse que “o Jair Bolsonaro talvez não seja o maior culpado” de fazer um governo que ele não considera favorável aos pobres.
“Para mim ele é uma pessoa que não tem o foco certo para o brasileiro. O brasileiro é culpado por ter acreditado em informações falsas”, disse.
Durante a tarde de domingo choveu em São Paulo, e o evento não encheu a praça da República.
Além de Gleisi e Okamotto, estiveram no local o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-ministro Gilberto Carvalho, o vereador Eduardo Suplicy e o líder do MTST, Guilherme Boulos (PSOL).
Segundo os organizadores, Lula poderá assistir a gravação das apresentações dentro da prisão.

JA

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