Internacional

Maduro protagoniza demostração de força

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, protagonizou, ontem, uma demonstração de força com a reunião, em Caracas, capital, de milhares de simpatizantes, incluindo centenas de milicianos e efectivos das Forças Armadas.

O Presidente da Venezuela mobiliza o país para eventual agressão de apoiantes de Guaidó
Fotografia: Dr

O evento, realizado no Paseo los Próceres, uma grande praça dedicada aos heróis da emancipação da Venezuela, coincidiu com a comemoração dos 17 anos do regresso ao poder de Hugo Chávez, mentor político do actual Presidente venezuelano, depois de ter sido deposto por algumas horas em 2002.
“Hoje é um dia que a nossa geração não esquecerá”, afirmou Maduro, rodeado por militares simpatizantes, tanques de guerra e peças de artilharia antiaérea.
O Chefe de Estado apelou aos milicianos o empenho na produção para alimentar a Venezuela. “Neste momento, dou ordem às 51.743 unidades populares de defesa integral para que se dediquem à produção de alimentos em todo o território nacional para superarmos a crise que nos atinge actualmente”, disse.
“Espingarda ao ombro, pronto para defender a pátria, e abrindo o sulco para semear a semente e produzir o alimento para a comunidade, para o povo”, é o novo retrato do miliciano venezuelano, em quem Nicolás Maduro confia para fazer frente à quebra continuada nas receitas do petróleo, responsáveis por 96 por cento do Orçamento venezuelano.
Na semana passada, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, da qual a Venezuela é membro fundador, informou que a produção do país caiu em Março 28,3 por cento em relação a Fevereiro, para 732 mil barris por dia. A Venezuela produzia mais de três milhões de barris diários quando Hugo Chávez chegou ao poder em 1999.

Apoio à oposição

Os Estados Unidos revelaram que estão a trabalhar, com outros países, para a criação de um fundo de 10 mil milhões de dólares para ajudar um futuro novo Governo na Venezuela a reconstruir a capacidade comercial.
“Vamos trabalhar para tentar formar um consórcio de cerca de 10 mil milhões de dólares de financiamento e para estar disponível para o novo Governo e estimular o comércio”, disse o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, citado pelo “The Wall Street Jornal”.
Steven Mnuchin não especificou que outros países pretendem contribuir para este fundo, mas, segundo o jornal, Argentina, Brasil, França, Alemanha, Japão e o Reino Unido podem fazer parte do plano.
O Banco Mundial e o FMI anunciaram que estão prontos a ajudar a Venezuela, contudo indicaram que não podem agir imediatamente sem o reconhecimento legítimo de um Presidente.
Mais de 50 países, incluindo a maioria dos da União Europeia seguiram a decisão norte-americana e reconheceram Guaidó como Presidente interino da Venezuela.

JA

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