Internacional

ONU VAI PEDIR MAIS FUNDOS AOS ESTADOS-MEMBROS PARA AJUDA AOS PAÍSES AFETADOS

A Organização das Nações Unidas (ONU) vai pedir mais apoio monetário aos Estados-membros para ajuda aos países africanos devastados pelo ciclone Idai, disse hoje o porta-voz do secretário-geral, sem haver estimativas da quantia que será necessária.

«Deixámos claro que a quantidade de dinheiro que temos em mãos agora é insuficiente para ir ao encontro das necessidades no terreno, por isso vamos voltar a dirigir-nos ao Estados-membros para mais ajuda», disse hoje Farhan Haq em conferência de imprensa na sede da ONU, em Nova Iorque.

Com a impossibilidade de contabilizar os estragos materiais na totalidade, a inacessibilidade de algumas áreas e a falta de números concretos de vidas humanas afetadas, que continuam a subir, a ONU não pode dar ainda uma estimativa de qual será o valor pedido aos Estados-membros.

Apesar de se desconhecer a dimensão dos prejuízos nos três países afetados – Moçambique, Zimbabué e Maláui -, a Organização pretende «sublinhar o nível desta crise», disse também o porta-voz, por ser “um dos piores desastres naturais de que há memória, a atingir o Sul da África».

O Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA, na sigla em inglês), anunciou esta noite que a Organização vai disponibilizar 20 milhões de dólares para apoiar as vítimas, verba proveniente do Fundo Central de Resposta a Emergências (CERF), mas insuficiente para fazer face aos estragos.

Farhan Haq afirmou que a ONU está a fazer esforços para sensibilizar a comunidade internacional para a necessidade de muitos mais apoios na resposta ao desastre: «Devem expectar que vamos precisar de bastante.»

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está informado sobre as atualizações no rescaldo da tragédia e irá fazer uma nova declaração quando considerar necessário.

Várias agências da ONU estão a fornecer materiais dos seus armazenamentos para apoio às vítimas, nomeadamente em produtos alimentares, de saúde, higiene e saneamento.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué já provocou mais de 300 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respetivos governos.

Em Moçambique, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou na terça-feira que mais de 200 pessoas morreram e 350 mil «estão em situação de risco», tendo decretado o estado de emergência nacional.

ABOLA

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