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Reino Unido: Sondagens colocam conservadores em quinto

Foi em 2016 que os britânicos votaram em referendo a saída do país da União Europeia.

Reino Unido: Sondagens colocam conservadores em quinto
Reino Unido: Sondagens colocam conservadores em quinto

A campanha para eleição de eutodeputados arrancou ontem em todo o espaço comunitário
Fotografia: DR

De então para cá, o processo contou com mais avanços do que recuos. E é assim que os britânicos vão dar por si a escolher deputados para o Parlamento Europeu, numa altura em que já contavam não ter presença em Estrasburgo.
Talvez por isso não se estranhe que a mais recente sondagem no Reino Unido mostre como o cenário político pode ter mudado, em particular para os dois tradicionais maiores partidos britânicos, a menos de duas semanas das eleições.
Os conservadores de Theresa May, ainda no poder, surgem em quinto na sondagem levada a cabo pela YouGov para o Times, com apenas 10 por cento das intenções de voto.
Os apoiantes do “Brexit” parecem ter concentrado quase todos os esforços num novo movimento partidário, um partido do “Brexit” liderado Nigel Farage, que se ocupa quase exclusivamente da sua defesa. O partido de Farage lidera destacado esta sondagem, com 34 por cento das intenções de voto.
Como destaca a Reuters, este é mais um ponto de pressão para Theresa May. A Primeira-Ministra britânica, líder dos conservadores, tem procurado conduzir o processo do “Brexit”, mas saiu particularmente fragilizada das últimas disputas parlamentares, tendo perdido apoio entre os próprios militantes.
Os trabalhistas, que têm alternado o poder com os conservadores nas últimas décadas, surgem também com menos força nestas europeias: 16por cento, sendo seguidos de perto por dois partidos que se opõem ao “Brexit” e que estão também a colher mais apoios do que inicialmente se poderia esperar. É o caso dos liberais democratas e dos ecologistas locais, cujos partidos contam com 15 e 11 por cento, respetivamente, das intenções de voto.

Novo referendo sobre
o acordo de saída da UE
Numa entrevista publicada ontem pelo The Guardian, o ministro-sombra Keir Starmer admite que os trabalhistas e o Governo continuam “distantes” e defende a necessidade de referendar qualquer acordo proposto pelo Executivo, “sem isso, é impossível”, diz.
Keir Starmer é o representante dos trabalhistas em temas relacionados com o “Brexit”.
“Fui bastante claro: a esta altura, qualquer acordo proposto por este Governo tem de ser sujeito a um voto confirmatório. Keir Starmer, que tem representado o Partido Trabalhista nas conversações com o Executivo de Theresa May, explicou que defende um segundo referendo a qualquer nova proposta de acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, impondo essa votação como condição para que os trabalhistas dêem luz verde a uma proposta no Parlamento.
Ontem, foram retomadas as negociações entre o Governo e o Partido Trabalhista que se arrastam há semanas e Keir Starmer aproveitou para deixar clara a posição de defesa de um novo referendo, que não é unânime dentro do seu partido.
“Muitos dos meus colegas deixaram claro que não irão votar a favor de nenhum acordo, a não ser que esteja associado a um voto de confirmação. Por isso, se querem uma maioria estável, isto tem de ser tido em conta. E, sem isso, é impossível que os números batam certo”, disse.
Starmer foi ainda mais longe e estimou que “um número significativo de deputados trabalhistas, provavelmente 120 se não mesmo 150, não apoiarão um acordo sem voto de confirmação.”
O homem de Jeremy Corbyn, nas negociações, aproveitou a entrevista para comentar as sondagens mais recentes sobre as eleições para o Parlamento Europeu, que colocam o Partido do “Brexit” de Farage à frente (34 por cento), seguido pelo Partido Trabalhista (21) e estando os conservadores apenas em quinto lugar (11) nas intenções de voto. Starmer aproveitou para atacar Farage, dizendo que se o líder dos eurocépticos vencer a eleição, “a intolerância, o ódio e a divisão” terão vencido também.
Mas Starmer criticou outros, para além de Farage, apontando baterias ao Change UK, composto por dissidentes do Partido Conservador e do Partido Trabalhista, que deverá eleger três eurodeputados de acordo com a sondagem mais recente. “Se o voto progressista for repartido, isso só abre caminho ao Partido do ‘Brexit’”, declarou. “Nos temas críticos, como uma relação económica de proximidade com a UE ou um segundo referendo, só o Partido Trabalhista consegue cumprir essas promessas.”

JA

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