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Samora Machel Júnior desafia Filipe Nyusi

Samora Machel Júnior, filho do primeiro Presidente moçambicano, Samora Machel, exigiu que o seu partido, a Frelimo, instaure um processo disciplinar contra o Presidente da organização e Chefe de Estado, Filipe Nyusi, acusando-o de ter violado os estatutos daquela formação política.“Deve ser instaurado um processo disciplinar ao camarada Presidente por desrespeito aos mais elementares valores da Frelimo”, refere Samora Machel Júnior, membro do Comité Central da formação que está actualmente no poder na resposta enviada à direcção do seu partido.

Samora Machel Júnior desafia Filipe Nyusi
Samora Machel Júnior desafia Filipe Nyusi

Fotografia: DR

Samora Machel Júnior reagiu desta forma ao responder a uma nota de acusação formulada pelo Comité de Verificação do Comité Central da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), relacionada com a sua candidatura à presidência do município de Maputo nas eleições municipais de 10 Outubro passado, nas listas da Associação Juvenil para o Desenvolvimento de Moçambique (AJUDEM), após ser excluído das eleições internas do seu partido.

Na sua exposição, o filho de Samora Machel acusa também Filipe Nyusi de ter violado os estatutos do partido para inviabilizar a sua candidatura. “Eu candidatei-me pela AJUDEM quando ficou claro que o presidente da Frelimo e o secretário-geral pensam que o partido é a sua vontade”, acrescenta na mesma resposta.
Sobre o facto da sua candidatura ter sido travada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), Samora Machel Júnior garante ter provas de que isso se ficou a dever a um “crime eleitoral”.

RECENSEAMENTO A BOM RITMO

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) anunciou que já registou mais de 950 mil eleitores na primeira de sete semanas de recenseamento eleitoral, o que corresponde a 13 por cento do total esperado.

As eleições legislativas, presidenciais e provinciais estão marcadas para 15 de Outubro e o STAE acredita que, “mantendo este nível de registos”, no final do período, em 30 de Maio, podem estar inscritos, pelo menos, 84,3 por cento dos eleitores previstos, ou seja, cerca de 6,1 de 7,2 milhões, disse o porta-voz do STAE, Cláudio Langa, em conferência de imprensa realizada em Maputo.

Este recenseamento é feito fora dos distritos com autarquias, complementando-o. Nos distritos com municípios, o recenseamento foi feito há um ano para as eleições autárquicas de 2018 e o STAE inscreveu 6,7 milhões de pessoas nas 53 autarquias.

No recenseamento agora em curso, na província de Cabo Delgado, foram registadas 142 mil pessoas, 22 por cento do total previsto, o que representa a maior taxa de recenseamento até agora realizada mas que pode ser afectada em consequência da passagem do ciclone.
A média de registos ronda os 40 eleitores por dia, com tendência para subir, tendo em conta que parte dos eleitores deixa o registo para as últimas semanas, referiu o STAE.

O órgão eleitoral reconhece que há mais de 600 brigadas “paralisadas” ou a funcionar “de forma condicionada” por razões ligadas a falhas do equipamento e de corrente eléctrica.“Há falta de condições adequadas para a instalação de postos de recenseamento eleitoral nas zonas afectadas pelos ciclones e chuvas regulares no Centro e Norte” do país, afirmou o porta-voz.

O STAE adianta que vai procurar formas de recarregamento do equipamento, concluir a distribuição de fontes alternativas de electricidade e fazer assistência às brigadas.O orçamento do recenseamento eleitoral ronda os quatro mil milhões de meticais (57 milhões de dólares).

JA

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