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Zona de Comércio Livre em África arranca na quinta-feira

Zona de Comércio Livre arranca 
na quinta-feira

Zona de Comércio Livre em África arranca na quinta-feira
Zona de Comércio Livre em África arranca na quinta-feira

Adoptada em Março de 2018, na cidade de Kigali, no Rwanda, a Zona de Comércio Livre para o continente é oficialmente lançada na próxima quinta-feira, pela União Africana. Prevê-se que a cerimónia tenha a devida pompa.
Um dos grandes objectivos desta nova estrutura é trabalhar para a eliminação, entre os países signatários, dos direitos aduaneiros e das restrições às importações, independentemente das políticas individuais sobre a relação comercial de cada um com parceiros que não sejam membros da organização.
Nesta fase do processo, cujo objectivo prevê a criação, dentro de 20 a 30 anos, de um Mercado Livre Africano, 55 países juntaram-se ao anfitrião Paul Kagame, para darem corpo à Zona de Comércio Livre, idealizada em 2015 pelo Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, e que deve servir um total de 1,2 mil milhões de habitantes.
Desde a assinatura do documento, há mais de um ano, apenas 22 dos países signatários o ratificaram nos respectivos parlamentos, um procedimento obrigatório, o que deixa perceber algum “arrefecimento” no entusiasmo inicialmente evidenciado com este projecto.
O actual presidente da Comissão da União Africana, Mussa Faki, considerou esse “arrefecimento” normal, uma vez que nem todos os países têm o mesmo ritmo de funcionamento nas suas instituições, mas mostrou-se optimista, pois considera que o processo entrou numa fase “irreversível”.
Para que essa integração seja total, a Zona de Comércio Livre deverá congregar diferentes organizações regionais, como o Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA), a Comunidade da África do Leste (CAE), a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União do Magrebe Árabe (UMA) e a Comunidade dos Estados Sahélo-saharianos. O protocolo ratificado em 2018 foi subscrito por países que, pelo seu potencial, têm todas as condições para dinamizar a integração económica entre o Norte (Argélia, Marrocos e Egipto), o Oeste (Costa do Marfim e Nigéria), o Leste (Quénia e Etiópia), e o Sul (Angola e a África do Sul).

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