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PGR diz que pagamento de Dino foi para conta errada

A directora do Serviço Nacional de Recuperação de Activos (SNRA) da Procuradoria Geral da República (PGR), Eduarda Rodrigues, confirmou esta sexta-feira (15), à Radio Nacional de Angola, que a empresa Geni S.A (detida por  Leopoldino Fragoso do Nascimento), efectuou parte do pagamento para compra de participações no Banco Económico, mas os fundos foram parar  numa conta errada. Neste processo a Geni SA contraiu, a Sonangol,  um empréstimo de USD 53 milhões e 280 mil.

PGR diz que pagamento de Dino foi para conta errada
PGR diz que pagamento de Dino foi para conta errada

Na sequencia do comunicado da PGR, datado de 13 de Junho, sobre os trabalhos realizados para aferição dos financiamentos de fundos públicos efectuados a empresas privadas, o Club-K, havia alertado que a empresa Geni, S.A. efectuou, no passado dia 5 de Maio, um pagamento de Kz 11 , 293 154 629, equivalente a USD 33 milhões à Sonangol para liquidação da divida, ao contrario dos USD 23 milhões avançados pelo Serviço Nacional de Recuperação de Activo.

De acordo com a procuradora, Eduarda Rodrigues, a  Geni SA assumiu a responsabilidade de pagar em kwanzas, com os devidos juros, tendo a empresa inclusive dado uma ordem de pagamento, mas que foi feita numa conta contrária àquela em que deveria ser paga.

“Então eles anularam essa ordem. A qualquer momento, o Estado angolano irá receber esses valores, a diferença do valor total”, disse a magistrada acrescentando que “Temos de enaltecer às coisas boas e temos de fazer menção a isso”.

Inicialmente, havia denuncias,  em Luanda, de que Leopoldino do Nascimento era entre os antigos colaboradores do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, que mais estava a ser melindrado  pelas novas autoridades. Por por via das redes sociais, o  veterano jornalista Ilídio Manuel, observou que “A PGR agradeceu efusivamente à GENI, do general Dino, por honrar o pagamento do crédito malparado”  tendo questionado  se passou “De vilão a herói?”.

Além da Elektron Capital e Geni SA, estão neste processo de regularização de dívidas contraídas junto do Estado, as fábricas de tecidos Mahinajethu-Satec, localizada no Dondo, província do Cuanza Norte, a Alassola-África Têxtil, em Benguela, e Nova Textang II, em Luanda, a fábrica de Cimentos do Cuanza Sul, e Biocom, em Malanje.

 

Fonte: Club-k.net

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