Justiça

PGR quer campanha de prestação de contas

Procuradoria-Geral da República defendeu ontem, em Luanda, a necessidade urgente de se implementar no país uma campanha nacional de prestação de contas.

PGR quer campanha de prestação de contas
PGR quer campanha de prestação de contas

Combate a corrupção exige esforços de todos
Fotografia: DR

A intenção foi manifestada pelo representante da PGR junto do município de Talatona, que sublinhou que a corrupção tende a fragmentar-se de forma mais rápida nas sociedades onde não há prestação de contas.
Pedro Baptista, que discursava na cerimónia de abertura da primeira Feira de Combate à Corrupção, Impunidade e Serviços em Angola, defendeu que se deve mostrar à sociedade a necessidade do envolvimento de todos no combate contra este mal. “Se deixarmos tudo simplesmente nas mãos dos governantes, não teremos sucesso”.
O magistrado, que falava em representação do procurador-geral da República, Hélder Pitta Groz, disse que, se não for possível o engajamento de todos neste grande desafio, o combate ao qual todos se propuseram tende a fracassar.
Pedro Baptista adiantou ainda que se pretende também que os órgãos de Justiça se tornem cada vez mais céleres e capacitados para atenderem aos grandes desafios que o país tem pela frente, não apenas no combate ao crime comum, mas também no combate à corrupção e à impunidade que tanto mal tem feito à sociedade angolana.
O representante da PGR reconheceu que a corrupção corrói a economia de qualquer país, colocando em causa a subsistência das sociedades. O fosso entre os pobres e ricos, disse, tende a aumentar, tendo em conta que nestas condições não se consegue criar uma classe média.
Pedro Baptista referiu que, normalmente, a corrupção tem como origem os fundos públicos que seriam destinados para satisfação colectiva de uma determinada sociedade.
Durante a feira, que decorreu sob o lema “Saber prever afim de prever, Pedro Baptista disse que os expositores pretenderam passar a mensagem que as pessoas não precisam usar caminhos esquivos para terem o acesso aos serviços.
O coordenador da feira, Eliseu dos Reis, disse que a actividade, que termina hoje, tem como objectivo consciencializar a sociedade sobre as diferentes formas de prevenção e assim acabar com a corrupção.
Participam do encontro 17 expositores e nove hospitais públicos.

JA

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