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Angola

Mantorras nega bofetadas e socos mas assume discussão com a mulher

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Mantorras assume uma discussão com a mulher, Maria Júlia, na sexta-feira, dia 20, e até admite ter havido empurrões, mas nega bofetadas e socos – como está escrito na queixa por violência doméstica que foi apresentada pela mulher na PSP.

“Houve uma briga por causa do dinheiro do meu filho, que desapareceu de casa, e, após uma discussão familiar, ela [a mulher] agarrou-me e tive de a afastar. Foi aí que me mordeu a mão, eu empurrei-a e ela caiu em cima da cama”, contou ao CM o ex-jogador do Benfica, na sua casa na Marisol, na Charneca de Caparica, em Almada.

Ontem, quando o CM entrevistava Mantorras, voltou a haver novo confronto entre a antiga estrela do Benfica e a companheira. Maria Júlia tocou à porta de casa do ex-atleta e ambos protagonizaram uma violenta discussão em frente à equipa de reportagem. Mantorras, recorde-se, está a ser acusado de ter dado bofetadas e socos na mulher ao ponto de a deixar inconsciente.

“Isso não aconteceu. Aliás, ela saiu de casa e conduziu o Porsche, pelos vistos até ao hospital. Estou de consciência tranquila. Não sou nem nunca fui um homem violento”, defende-se. Mantorras está casado com Maria Júlia há 18 anos. O ex-atleta diz que está separado desde 2013. “Ela vive na minha casa mas já não estamos juntos e a amante mais nova de que ela fala é a minha namorada.” Maria Júlia acusa o marido de ter tido várias amantes Maria Júlia contou aos agentes da PSP que Pedro Mantorras tem várias amantes em Angola. Especifica que uma tem uma filha de dois anos e outra está grávida.

Mantorras agride a mulher a soco Mantorras garante que apenas tem uma namorada com quem já está há alguns anos e que, como já não está com a mulher desde 2013, não a considera sua amante. Discussões em casa são frequentes As discussões entre Pedro Mantorras e Maria Júlia são frequentes. Ainda ontem a mulher entrou em casa e discutiu com o ex-jogador. Insultaram-se mutuamente.

Ex-jogador questiona ausência de marcas Mantorras questiona o facto de Maria Júlia não ter marcas da violência no rosto. “Ela não desmaiou e não pode ter marcas simplesmente porque não a agredi”, explicou. “Isto faz mal aos meus filhos, que estão a sofrer demais” Pedro Mantorras garante que os filhos estão a sofrer. “Isto faz mal aos meus filhos que estão a sofrer demais.

A minha filha até chora”, disse ao Correio da Manhã. “Ontem [terça-feira] tive uma conversa com a Júlia e expliquei-lhe que não podemos continuar a partilhar o mesmo tecto. Logicamente que não lhe vai faltar nada, vou dar-lhe uma pensão de alimentos como ela tem direito”, garantiu Mantorras.

Os filhos do ex-jogador do Benfica estão a estudar e têm assistido a algumas discussões, mas parecem estar do lado do pai. “Estão do meu lado, como sempre estiveram.” Maria Júlia reitera que a filha assistiu a tudo. “Ela estava lá, viu tudo o que se passou, mas foi o meu irmão que me levou ao hospital. Esteve comigo até ir até à esquadra da PSP. Agora conto com o apoio dos meus amigos, que têm estado a meu lado”, disse Maria Júlia.

Pedro Mantorras vive entre Angola e Portugal. Ontem, pediu para reforçar o alarme em casa uma vez que quando regressar àquele país africano os filhos vão ficar cá. “Até tenho medo do que lhes possa acontecer. Se a Júlia ficar cá saio de casa com os meus filhos, porque eles querem ficar comigo e é isso que vai acontecer”.

CM teve acesso à queixa de violência doméstica contra Pedro Mantorras Na queixa feita por Maria Júlia é descrito que “as agressões são bofetadas e socos” e que “sempre foi coagida psicologicamente devido também ao suspeito a humilhar e ter outras amantes”. Na queixa é referido ainda que Mantorras e a irmã, que tinham chegado de Angola, “começaram a acusá-la de ter furtado dinheiro ao filho (apenas do ex-jogador), facto que a mulher negou”. Maria Júlia diz que no sábado, quando regressou a casa, foi ameaçada. “[Mantorras] Referiu para os filhos o seguinte: ‘Agora que ela chamou a polícia é que eu vou matá-la com um ferro.” Maria Júlia diz que era constantemente ameaçada.

“A mim nunca me irá acontecer nada, podes ir apresentar queixa, quando a polícia me chamar já não estarei cá, estarei em Angola. Sou o Mantorras, a mim não me acontece nada.” Júlia especifica ainda que, nos últimos anos, foi várias vezes insultada por Mantorras.

“Vou-te deixar. Tu agora estás gorda, já arranjei outra melhor. Aqui, o nosso casamento não vale nada. Sua filha da p… Vai para o c… Vai para a p… que te pariu. Chama a polícia, que depois de eles saírem vou-te bater mais.” Perante isto, a polícia fez-lhe uma avaliação de risco, tendo como resultado Risco Médio. No auto é referido que Júlia especificou que nunca trabalhou por viverem bem com os rendimentos de Pedro Mantorras. Os filhos continuam a viver com o ex-jogador.

Angola

Provas comprometem o réu Norberto Garcia

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Norberto Garcia, um dos réus angolanos no mediático caso da Mega Burla à Tailandesa, em que o Estado angolano seria burlado em 50 mil milhões de dólares, foi ontem confrontado, em tribunal, com dois documentos que o podem ter comprometido.

Ex-director da Unidade Técnica para o Investimento Privado
Fotografia: DR

No segundo e último dia da sua audição na 1ª Câmara Criminal do Tribunal Supremo, Sérgio Raimundo, advogado do réu José Arsénio Manuel, solicitou aos juízes que exibissem dois documentos em sua posse referentes ao acordo de intenção para as propostas de investimento privado dos supostos empresários tailandeses em Angola. Os referidos documentos têm datas e valores distintos, mas tratam da mesma matéria sobre o caso Burla à Tailandesa. O primeiro assinado entre as autoridades angolanas e os supostos empresários tailandeses foi celebrado a 1 de Dezembro de 2017 e estava contemplado um valor de 50 mil milhões de dólares. O segundo, datado de 30 de Dezembro de 2017, tinha o valor de 50,2 mil milhões.
Questionado sobre qual dos documentos era válido, Norberto Garcia, antigo director-geral da extinta Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), respondeu que era o datado de 1 de Dezembro de 2017. Afirmou que o segundo deve ter sido “um lapso”, devido à pressão e os constantes adiamentos que se verificaram para a assinatura dos referidos documentos.
“No momento em que se efectivaram os trabalhos com este grupo (de tailandeses), não só ocorreram vários adiamentos, como também foi um momento de excesso de trabalho, o que poderá ter permitido esta falha”, sustentou.
Ontem, o Tribunal concluiu a audição ao réu Norberto Garcia, acusado dos crimes de burla por defraudação de forma frustrada, associação criminosa, tráfico de influência e auxílio à imigração ilegal. O segundo e último dia do interrogatório a Norberto Garcia ficou marcado por intensos questionamentos dos juízes e advogados.
Em resposta às perguntas do seu advogado, Evaristo Maneco, Norberto Garcia confirmou que solicitou o serviço do Guiché Único da Empresa (GUE), para que, de forma excepcional, prestasse apoio ao grupo de supostos empresários tailandeses, no sentido de constituir uma sociedade comercial. Perante os juízes, o réu esclareceu também que não era a primeira vez que a UTIP fazia este tipo de pedido ao GUE.
Os juízes apresentaram a Norberto Garcia várias provas documentais, tendo o réu confirmado algumas e negado outras. Norberto Garcia disse que, para a admissão de investidores privados, primeiro eram aceites as ideias de possíveis investimentos, acompanhados dos estudos de viabilidade, e só depois se verificava a capacidade financeira do investidor.
Norberto Garcia disse que o tempo de admissão dos projectos dos presumíveis investidores era de 30 dias, em caso das condições estarem reunidas, e de 90 dias em casos em que os investidores não têm condições criadas.
Questionado pelo seu advogado se havia recebido uma mensagem da Unidade de Informação Financeira (UIF) a dar conta sobre a validade do investimento dos tailandeses, Norberto Garcia respondeu que estava triste com a contradição existente entre os dados do processo em posse dos juízes e os que estão com os advogados.
Os documentos em posse dos magistrados dizem que Norberto Garcia recebeu informação da UIF a alertar da falsidade do investimento tailandês. Norberto Garcia confirmou que tinha comunicação permanente com a UIF que lhe garantia que o processo de verificação ainda estava em curso e que ele aguardava apenas pela confirmação.

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