Ministro retalia directora do Hospital Prisão de Luanda

O ministro do Interior, Ângelo de Barros Veiga Tavares, é citado em meios do regime como tendo chamado a atenção da directora do Hospital Prisão São Paulo, Ivone Bragança, no seguimento de uma assistência que foi dada a um dos detido, daquele estabelecimento, na qual o governante tem posição oposta.

*Paulo Alves
Fonte: Club-k.net

De acordo com esclarecimentos, tudo começou quando no dia 20 de Março, o detido e ex-gestor público, Joaquim Sebastião, apresentava um quadro clínico (dilatação da próstata) que requeria atenção registando-se um impasse em que funcionários do SIC e magistrados do ministério público alegavam não ter competência para ordenarem o seu evacuamento para uma clínica.

Diante do impasse, a directora Ivone Bragança, assim que foi comunicada, autorizou que o detido/doente fosse transportado para uma clínica privada em Luanda, onde foi assistido.

 

A iniciativa daquela responsável, em socorrer o detido, teria irritado o ministro do Interior, cujos colaboradores terão procurado esclarecimento para identificar quem na cadeia de comando desta instituição, terá dado ordens para que o doente fosse socorrido.

A inquietação verificada no ministro do Interior é, segundo corre em meios do regime, associada a reservas que nutre contra Joaquim Sebastião, agravados por recentes rumores (página facebook de Joana Clementina) sobre as suas vidas particulares, na qual foi mencionada uma suposta “ex-miss” que um deles terá ajudado no passado.

Ao ministro Ângelo Tavares é-lhe, atribuído, agora ordens para que Joaquim Sebastião seja transferido uma outra unidade prisional (Comarca de Viana ou Cadeia de Calomboloca) distantes das clínicas de Luanda, onde o segundo passou a receber tratamento médico.

Segundo dados da imprensa angolana, Joaquim Sebastião, está com problemas de retenção na próstata. Em finais do ano passado, esteve prestes a ser operado no Brasil, tendo a intervenção sido remarcada para Janeiro. Porém, há dois meses quando se preparava para regressar ao Brasil, para ser operado, as autoridades angolanas o detiveram devido a sua gestão enquanto gestor do INEA, há 10 anos.

Na primeira semana de Abril, um médico angolano que o observou numa das unidades hospitalares produziu um laudo recomendando a uma intervenção cirúrgica especializada.

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