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Angola

Nsoki eleita embaixadora da candidatura do ‘Corredor do Kwanza’ a Património Mundial

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A cantora angolana Nsoki tornou-se a partir desta sexta-feira embaixadora da candidatura do Corredor do Kwanza a património mundial, numa indicação da ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, um  projecto governamental de internacionalização da cultura angolana.

A informação foi avançada pela ministra Carolina Cerqueira durante uma audiência concedida a cantora no âmbito do ciclo de auscultação dos agentes culturais sobre o projecto governamental de internacionalização da cultura angolana.

De acordo com a ministra da Cultura Carolina Cequeira, Nsoki é uma das artistas com maior influência em Angola e mundo a fora, por meio desta é indicada para promover o projecto além-fronteira tendo em conta a sua projecção e participação em fóruns culturais internacionais.

Nsoki aproveitou a oportunidade para apresentar a Ministra da Cultura, os troféus ganhos pelo seus feitos ao engrandecimento da cultura angolana e agradecer pelo novo desafio com o projecto.

“É sempre uma honra defender um projecto desta dimensão e mais pelo facto de o Ministério da Cultura encontrar na mim como a pessoa ideal para o efeito. O ministério pode contar com a minha total entrega neste projecto”, realçou Nsoki em entrevista à imprensa.

A artista será potenciada com todas as informações sobre a candidatura do Corredor do Kwanza a património mundial como forma de melhor divulgar e defende-lo.

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O projecto sobe posse da UNESCO, constam ainda o Memorial do Cuito Cuanavale e as Pinturas Rupestres de Tchitundu Hulu.

O Corredor do Kwanza é tido por peritos como um bem misto, devido às suas características naturais e culturais.

Do ponto de vista natural, o Corredor inclui uma vasta vegetação ao longo do Rio Kwanza, bem como uma rica biodiversidade.

Já na vertente cultural, abarca um conjunto de bens como fortalezas, igrejas seculares, entre outras infra-estruturas, incluindo a própria cidade histórica do Dondo.

Estas particularidades tornam, assim, o Corredor do Kwanza num bem a ser preservado, valorizado e desfrutado, não só pela sociedade angolana, as também pelos visitantes que possa atrair de outras partes do planeta, gerando recursos para o desenvolvimento sócio-económico e cultural do país.

O Corredor do Kwanza foi, e é considerado, uma zona de activo comércio, praticado no princípio pelos Mbumbos (batedores ou vendedores) do Reino do Ndongo, e que possuía níveis satisfatórios de recursos, entre fontes de minerais como o ferro e o sal, a agricultura, pastorícia e uma pequena indústria que movimentava homens e mercadoria, e que fomentaram uma complexa rede de comércio.

Hoje, curiosamente, o peso desta dimensão económica ainda é notório na prática da actividade piscatória e noutras de carácter agro-pecuário. O rio Kwanza dispõe de várias características naturais que facilitam a fixação nas suas margens de aglomerados populacionais.

Os Mbundu que ai se foram desenvolvendo ao longo dos tempos ficaram ligados a uma intensa actividade mercantil, através da implementação de feiras ou mercados frequentados por populações de outras zonas do país.

O espaço que se enquadra nos limites geográficos do Reino do Ndongo, cuja capital é Kabasa e o seu soberano Ngola Kiluanji, tinha excelentes pontos de vigilância e era naturalmente defendido por um conjunto de morros.

Consta ainda que desse quadro natural de protecção, já nos séculos XVI e XVII, os portugueses desenvolveram um sistema militar de defesa, tornado o Rio Kwanza no principal eixo de penetração ao interior de Angola, ávidos por alcançar as feiras e as lendárias minas de prata que supostamente existiriam na região, sobretudo em Kambambe.

O potencial defensivo do Corredor do Kwanza, correspondente ao período da ocupação, foi fixado em Massangano em 1583, no ponto estratégico da confluência dos rios Kwanza e Kukala, na Muxima, em 1599/1606, e em Kambambe, em 1604, no limite navegável do Kwanza.

A fixação nestes pontos estratégicos deu um saliente impulso à fixação da população colonial no interior e consistiram pontos de escala obrigatória para as embarcações que demandavam a captura de escravos.

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Angola

Macon abre rota internacional Luanda-Kinshasa

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Depois de Luanda -Windhoek, a operadora de transportes rodoviários Macon abre, neste semestre, a sua segunda rota internacional Luanda-Kinshasa (via Luvo), Kinshasa-Matadi e Kinshasa-Yema, na fronteira com a província de Cabinda, anunciou hoje o Presidente do Conselho de Administração da empresa, Luís José Ndapuka Máquina.

MACON APRESENTA NOVA FROTA DE AUTOCARROS

FOTO: ANTÓNIO ESCRIVÃO

De igual modo, a transportadora vai expandir os seus serviços, em breve, na sua primeira rota internacional Luanda-Windhoek, com as linhas Windhoek-Walvis Bay e Oshicango-Katima Mulilo, via Rundo. Porém, em Windhoek, a Macon opera actualmente a linha Windhoek-Oshicango e Windhoek- Katima Mulilo.

Estes novos objectivos resultam dos investimentos da companhia em 55 novos autocarros com capacidade de 48 lugares para o transporte rodoviário interprovincial. Uma frota que entra, a partir de hoje, em actividade em 64 rotas interpovinciais.

Para a aquisição da nova frota, a empresa investiu 6,5 milhões de dólares norte-amercianos. Como resultado da aplicação serão criados, só na rota com a RDCongo, pelo menos 20 novos postos de trabalhos, entre motoristas, cobradores e auxiliares administrativos.

Com a nova aquisição, a empresa constitui uma frota de 648 autocarros. Quando iniciou a sua actividade em  25 de Maio de 200, detinha um total de 25 autocarros urbanos e um quadro de pessoal de 140 trabalhadores.

Hoje, a transportadora emprega dois mil e 910 trabalhadores directos e 650 indirectos. Em 2018, transportou 36 milhões de passageiros urbanos e dois milhões e 400 mil passageiros nas rotas inter-provinciais.

Luís Máquina, ao intervir na cerimónia de apresentação dos autocarros e de abertura do novo terminal de embarque, testemunhada pelo ministro dos Transportes, Ricardo D’Abreu, reconheceu as reclamações dos passageiros, sobre os atrasos nas partidas e avarias dos meios.

Entretanto, disse que a solução dos problemas consiste num esforço conjugado entre o Estado (melhorar as vias) e os operadores (conservar as vias). Mas adiantou que parte dos problemas será resolvido com a nova frota.

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