Política

Bornito de Sousa na Conferência de Solidariedade com o Sahara

O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, desembarcou ao início da tarde de ontem em Joanesnurgo, África do Sul, onde, em representação do Presidente João Lourenço, participa, a partir de amanhã, na Conferência de Solidariedade da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral com o Sahara Ocidental.

Fotografia: DR

Em Joanesburgo, os Chefes de Estado da SADC vão definir mecanismos para engajar as partes envolvidas nas negociações, incluindo Marrocos, tendo como base a observação do espírito da União Africana e as decisões e resoluções das Nações Unidas, para solução do problema da República Árabe Saaraui Democrática, antiga colónia espanhola, constituída em 1976, que reivindica o direito à autodeterminação e à soberania sobre o território do Sahara Ocidental.

Os Chefes de Estado já manifestaram apoio à República Árabe Saaraui Democrática pela autodeterminação e independência, baseado no princípio da descolonização, através de um referendo. A realização da Conferência de Solidariedade com o Sahara Ocidental foi aprovada em Agosto de 2018, durante a 38ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, realizada na cidade de Windhoek, capital da República da Namíbia.

Greve de fome

A conferência de Joanesburgo ocorre numa altura em que o preso político saharaui (do grupo Gdeim Izik) Mohamed Bourial decidiu optar por uma greve de fome por tempo indeterminado na prisão marroquina de Tiflet 2. Segundo a Associação para a Protecção dos Presos Políticos Saharauis, Mohamed Bourial iniciou na quarta-feira uma greve de fome para protestar contra os maus-tratos infligidos pela administração penitenciária marroquina.

Mohamed Bourial iniciou várias greves de fome não resolvidas, inclusive na prisão de Tiflet 2, entre Outubro e Novembro, e em Quneitra, entre Março e Abril do ano passado. As suas exigências nunca tiveram resposta da chamada Administração Geral das Prisões, especialmente aquelas que dizem respeito ao direito de transferência e tratamento.

Os presos políticos saharauis do grupo Gdeim Izik cumprem longas penas de prisão que variam entre os 20 anos e prisão perpétua, em julgamentos descritos como ilegais e injustos. Devido aos maus-tratos, os presos políticos saharauis sofrem perda de peso e consciência, problemas cardíacos, falta de sono, entre outros males.

JA

Tags
Mostrar Mais

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back to top button