Política

General Agostinho sondado para o cargo de Procurador Geral da República

O general  Agostinho Gaspar  é citado em meios habilitados como o rosto mais visível da linha de sucessão para o cargo de  Procurador Geral da República, em Angola.
A escolha dos candidatos   deverá decorrer a margem do conselho superior da Magistratura do Ministério Público devendo depois ser submetida ao Presidente da Republica para a confirmação da nomeação.
Agostinho Gaspar, general, jurista e ex-presidente do conselho de administração da Endiama, já exerceu o cargo de Procurador das FAA, e de diretor jurídico do Estado Maior General das FAA.  É citado como próximo do general Fernando Garcia Miala.
Em círculos da sociedade civil existe o entendimento de que a PGR não deveria ficar mais nas mãos de um militar, devido ao antecedente registrado no mandado do general   João Maria Moreira de Sousa.
A necessidade da nomeação de um novo PGR, enquadra-se na normalização do mandato da instituição   mas também devido   a imperativos do novo Chefe de Estado, João Lourenço que declarou combate a corrupção e dar valor as instituições.
Nos últimos 10 anos a Procuradoria Geral da República foi um dos órgãos que ficou desacreditado  por culpa do seu titular general João Maria de Sousa.  Foi no mandato de Maria de Sousa que assistiu a partidarização desta instituição e o uso da mesma para   perseguir   adversários políticos ou figuras consideradas como criticas as praticas de corrupção no regime da linha de Rafael Marques de Morais.
Em 2015, o procurador João Maria de Sousa ridicularizou esta instituição ao mandar prender  17 jovens, em Luanda,  a quem os acusou de terem planos de derrubar   e assassinar o ex-Presidente JES.
Com a saída de João Maria Moreira, o activista Pedro Malembe que já  foi vitima  das  prisões da PGR,  acredita que “vai ser uma oportunidade de Angola vir a ter uma Procuradoria que não volta a fabricar processos contra as  vozes  e uma oportunidade para não   voltar haver mais  arquivamento das queixas de casos corrupção como aconteceu com as denuncias envolvendo os generais Kopelipa,  o senhor Zenu dos Santos e o seu amigo Jean-Claude Bastos de Morais”.
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