Política

Isabel dos Santos diz que corrupção “depende da educação que se tem”

A empresária Isabel dos Santos, filha do antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos, relativizou nesta quarta-feira o problema da corrupção em Angola e disse ainda que que o país não será a próxima Venezuela, ainda que ambas as nações ricas em petróleo se esforcem para pagar os empréstimos à China, um dos maiores importadores de petróleo que chegou também a destronar Portugal enquanto principal fornecedor de Angola.

Quanto à corrupção, a presidente da Sonangol acredita que é um problema global e que não se restringe a Angola: “A corrupção não é uma questão específica de um povo, ou de um país, é específico do ser humano. Depende da educação que se tem, da mãe, do pai, do professor”, argumentou. Num evento em Londres promovido pela Reuters, a empresária admitiu que existem “muitos problemas” no seu país e que a corrupção “não é o único problema”.

Sobre as comparações com a Venezuela, que tem tido dificuldades em pagar as dívidas à Rússia e à China, a presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol, o maior grupo angolano, frisou que “não há praticamente nada em comum”. “Talvez só o tempo”, afirmou.

Isabel dos Santos garante que já conseguiu reduzir a dívida da petrolífera em três mil milhões de dólares (cerca de 2,5 mil milhões de euros) e que está em causa uma reforma de cinco anos para a reduzir ainda mais. A empresária fez saber que o novo Presidente angolano, João Lourenço, apoia os seus planos de reforma para que a petrolífera consiga reduzir os valores em dívida.

“As nossas relações estão em total acordo”, disse Isabel dos Santos, referindo que João Lourenço estava “inteiramente ciente” dos seus planos de reestruturar a Sonangol, uma “tarefa enorme” que deverá demorar cinco anos a ser aplicada. Em relação à eleição do novo Presidente angolano, em Agosto deste ano, Isabel dos Santos considera que foi “um grande exemplo para África” por terem sido eleições “livres e justas”.

Isabel dos Santos assumiu o leme da petrolífera estatal em Junho do ano passado, quando o seu pai José Eduardo dos Santos ainda estava no poder. “Quando olho para o que foi construído em Angola, posso dizer que me sinto orgulhosa”, disse ainda, ao falar no pai que esteve 38 anos no poder.

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