Samakuva elogia combate à corrupção

O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, afirmou, ontem, que o processo de combate à corrupção levado acabo pelo Executivo satisfaz os anseios do seu partido e da população, por constituir um mecanismo para a mudança de atitude no país.

Samakuva elogia combate à corrupção

Presidente da UNITA está numa digressão pelo leste do país
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O líder do maior partido da oposição, que falava em conferência de imprensa, no Luena, no fim da visita de três dias à província do Mo-xico, afirmou que a UNITA não pode esconder a satisfação com o combate a este mal que há muitos anos prejudicou o país.

“Estes males que agora foram identificados por todos e pelo próprio Presidente da República devem merecer um combate sério”, defendeu Samakuva, que encorajou que se faça mais para além do que já se fez até agora.
Isaías Samakuva, que do Moxico partiu para a Lunda-Sul, disse que o discurso que exprime a vontade de combater a corrupção tem de ser transferido para a prática e que traga benefícios para a maioria da população.
Noutra parte da sua abordagem, o presidente da UNITA criticou a lentidão que, segundo ele, se verifica no processo das autarquias. Para Samakuva, tarda demais o início do debate, na Assembleia Nacional, sobre o pacote legislativo autárquico.
“Queremos apelar que os debates sobre o pacote legislativo relativo às eleições autárquicas sejam feitos de uma forma pacífica, responsável e abrangente”, disse o político, que advertiu a maioria parlamentar a não utilizar a sua força para impor leis que depois venham a prejudicar as populações.
Questionado sobre os benefícios da paz, o líder da UNITA disse que o povo angolano continua ainda a beneficiar a paz militar, p

JAois que as necessidades fundamentais que levam ou trazem a paz de espírito no cidadão ainda estão longe de serem alcançadas.

Conferência sobre Savimbi

Eugénio Ngolo “Manuvakola”, antigo secretário-geral da UNITA, afirmou ontem que a maior conquista do fundador do seu partido foi ter blo-
queado o processo de consolidação do sistema de partido único em Angola.
Manuvakola fez estas declarações à imprensa, depois de ter proferido uma palestra sobre “Jonas Savimbi como político e dirigente partidário”, na III Conferência Nacional sobre a vida e obra do fundador da UNITA.
“Se hoje estamos juntos em democracia, é graças a esta conquista”, disse o general na reserva, que admitiu que Jonas Savimbi, enquanto ho-mem, também teve os seus erros, que, entretanto, se escusou a apontar.
O antigo presidente da “UNITA Renovada” preferiu falar das virtudes do primeiro líder da UNITA. “Jonas Savimbi foi um grande homem de Angola e de África e deixou aos angolanos um partido que tem grandes conquistas neste país. Já desapareceu (fisicamente) há 17 anos, mas o seu programa prevalece e vai para frente”, disse.
Questionado sobre como vê a UNITA hoje, com a liderança de Isaías Samakuva, Manuvakola afirmou que o partido nunca dependeu de Savimbi para continuar e também não vai depender de Samakuva. “Os líderes apenas são os líderes, a frente do partido para continuar uma obra iniciada há 50 anos”, considerou.
Na conferência de ontem, as deputadas Miraldina Jamba e Arlete Chimbinda, ambas da UNITA, falaram, respectivamente, sobre “Jonas Savimbi como promotor da dignificação e valorização da mulher” e “nacionalista, patriota e defensor da cultura africana”. Álvaro Chikwmanga Daniel dissertou o tema “Jonas Savimbi como amigo e promotor da formação integral da juventude”.
As conferências sobre a vida e obra do líder da UNITA estão enquadrada nas actividades do partido que visam assinalar o 2019 como “Ano da consagração da memória de Jonas Savimbi”. A II conferência foi realizada no dia 13 deste mês, data em que a UNITA celebrou o 53º aniversário da sua fundação.

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