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Tchizé dos Santos suspensa do Comité Central do MPLA

O MPLA suspendeu a militante Welwitschia José “Tchizé” dos Santos do Comité Central por “conduta atentatória às regras de disciplina, dos Estatutos e do Código de Ética Partidária”.

Tchizé dos Santos suspensa do Comité Central do MPLA
Tchizé dos Santos suspensa do Comité Central do MPLA

Fotografia: DR

De acordo com o comunicado final da V Sessão Extraordinária do Comité Central, orientada pelo presidente do partido João Lourenço, o órgão aprovou a instauração de um processo disciplinar e a aplicação da medida de suspensão de Welwitschia José “Tchizé” dos Santos da qualidade de membro do Comité Central.
A filha de José Eduardo dos Santos (ex-presidente do partido e ex-Chefe de Estado) está ausente do país há meses, deixando vazio o seu assento como deputada à Assembleia Nacional.
Em pronunciamentos públicos, a partir do estrangeiro, “Tchizé” dos Santos chegou a admitir que estava foragida do país por alegada perseguição política e que não voltava a Angola.

No comunicado final apresentado pelo secretário para a Informação do MPLA, Paulo Pombolo, no final do encontro de algumas horas, no complexo turístico Futungo II, em Luanda, o Comité Central enalteceu a importância da campanha de moralização da sociedade e encorajou os militantes e simpatizantes “a engajarem-se com afinco e determinação na luta contra a corrupção, nepotismo, a impunidade e a bajulação”.
Os militantes, de acordo com Paulo Pombolo, reconheceram os esforços que o presidente do partido tem empreendido para a reconciliação nacional, tendo aplaudido a iniciativa de reconhecimento das vítimas dos conflitos políticos, ocorridos de 11 de Novembro de 1975 a 4 de Abril de 2002, visando deste modo a harmonização e a paz espiritual das famílias angolanas.

O Comité Central reafirmou o apoio ao presidente do partido e Titular do Poder Executivo pelo empenho na implementação dos programas que visam o bem-estar das famílias. No que respeita às propostas de candidaturas para o alargamento do Comité Central, aquele órgão considerou que as estruturas de direcção a todos os níveis esforçaram-se no sentido de dar continuidade ao processo de transição geracional iniciado no VI Congresso Extraordinário, trazendo para os órgãos de direcção quadros e militantes, sobretudo com idades não superior a 45 anos.

O Comité Central do MPLA 

O Comité Central, de acordo ainda com o comunicado final da reunião de ontem, constatou que dos 134 candidatos 57 são mulheres e 82 têm idade não superior a 45 anos.
O Comité Central saudou as crianças angolanas pela celebração do 1 de Junho, Dia Internacional da Criança, e reforçou o compromisso com a protecção e promoção do Estado e da sociedade civil no sentido de continuarem a desenvolver acções atinentes à melhoria do bem-estar das crianças.
Durante a reunião, os membros analisaram as propostas de candidaturas a membro do Comité Central.
Aos membros do Comité Central foi apresentada uma informação sobre a Comissão Preparatória sobre o Estado de Preparação do acto central do VII Congresso Extraordinário do MPLA.
O secretário para Informação do MPLA, Paulo Pombolo, explicou que o tema “MPLA e os novos desafios: O processo autárquico”, a ser submetido ao VII Congresso Extraordinário do MPLA, põe em evidência o posicionamento do MPLA sobre as principais questões da organização e a realização das eleições autárquicas no país. O VII Congresso Extraordinário do MPLA acontece no dia 15 em Luanda.
Entretanto, num áudio difundido ontem nas redes sociais, “Tchizé” dos Santos afirmou que os membros do partido temem que ela apareça no Congresso e diga “algumas verdades”. A deputada considera que todas as propostas que vão à análise do Congresso violam os estatutos do partido.
“Estão com medo, porque só a única militante com coragem que chegaria ao Congresso (…), tenho muita força ao ponto de ser temida”, disse.

JA

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