Religião

Bispo tocoísta aplaude combate à corrupção

O bispo da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoísta), Afonso Nunes, reconheceu, em Luanda, os esforços do Executivo angolano no combate contra a corrupção, que, a seu ver, constituiu uma caminhada inédita em África.

Bispo tocoísta aplaude combate à corrupção
Bispo tocoísta aplaude combate à corrupção

DOM AFONSO NUNES, BISPO DA IGREJA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NO MUNDO (ARQ)

FOTO: LINO GUIMARAES

Em entrevista exclusiva à ANGOP, cuja íntegra será publicada nos próximos dias, afirmou que este combate representa uma atitude de coragem, apesar de os resultados ainda não serem bem visíveis, por se tratar de um fenómeno difícil de vencer.

Desde Setembro de 2017, o Governo do Presidente João Lourenço tem vindo a adoptar várias medidas de combate à corrupção e ao nepotismo em Angola, que já resultaram na investigação e detenção de várias figuras mediáticas.

O combate a essas práticas é uma das premissas do Programa de Governo do MPLA (partido no poder), que o Chefe de Estado se propõe pôr em prática até ao final do mandato (2022).

Para facilitar a estratégia, já foram aprovados, pelo Parlamento, vários instrumentos jurídicos, como a Lei sobre Repatriamento de Recursos Financeiros Domiciliados no Exterior do País, que tem permitido ao Estado recuperar activos transferidos ilicitamente.

De acordo com os últimos dados das autoridades, três mil milhões, 570 mil, 457, 71 cêntimos de euros foram recuperados no decurso do mês de Março de 2019, no âmbito do repatriamento coercivo de capitais e da perda alargada de bens.

Segundo o bispo da Igreja Tocoísta, trata-se de uma acção que deve ser lavada com paciência, sabedoria e sobretudo coragem de quem está à frente do processo.

Afonso Nunes afirmou, em relação às autarquias previstas para 2020, que a perspectiva da sua implementação é boa, na medida em que vai permitir descentralizar o exercício do poder e dar autonomia financeira e administrativa aos municípios.

Augura que, caso as eleições autárquicas não se realizem em simultâneo, sejam criadas condições para, na primeira fase, se incorporar alguns municípios distantes do litoral.

Em relação à principal tarefa do Presidente João Lourenço, durante o seu mandato, o líder tocoísta disse que passa pela distribuição equitativa da riqueza nacional.

Na vertente económica, considerou que a situação do país não é boa, por depender maioritariamente do petróleo para aquisição de divisas, tendo defendido, neste contexto, a diversificação urgente da economia, para acabar com essa dependência.

Noutro domínio da entrevista, afirmou que  não tem qualquer filiação partidária, mas, como cidadão e líder espiritual, tem a sua visão das coisas e pode, em algum momento, pronunciar-se de uma forma que as pessoas não entendam.

Angop

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