Religião

Lunda-Norte: direcção da Cultura nega ter proibido culto às mesquitas

A directora provincial da Cultura na Lunda-Norte, Esmeralda Machimata, nega que tenham sido proibido cultos da religião muçulmana na província e justifica que os fiéis não rezam nos templos por que estes “estão entre as 94 igrejas encerradas”, no âmbito das acções da “Operação Resgate”.

Lunda-Norte: direcção da Cultura nega ter proibido culto às mesquitas
Lunda-Norte: direcção da Cultura nega ter proibido culto às mesquitas

Mesquita do bairro Mártires de Kifangondo, Luanda
Fotografia: João Gomes

A responsável reagia à denúncia segundo a qual mais de dez mil muçulmanos na Lunda Norte anunciaram a realização do Ramadão na República Democrática do Congo, devido à “insensibilidade das autoridades locais” que encerraram, até Fevereiro, as 39 mesquitas da província.

Em declarações, sábado, à Lusa, o secretário da comunidade muçulmana na província, António Muhalia, disse que duas solicitações para reabertura das mesquitas foram endereçadas ao governador provincial, sem, no entanto, “qualquer parecer favorável”.

Ao Jornal de Angola, Esmeralda Machimata acrescentou que a “Operação Resgate”, que inclui vários Departamentos Ministeriais, tomou esta decisão para todas as igrejas em vias de reconhecimento pelo Ministério da Justiça. “Ninguém proibiu os muçulmanos de realizarem cultos, aqui na Lunda-Norte”, assegurou. Em relação ao tempo em que as igrejas devem permanecer encerradas, disse nada estar definido, garantiu, contudo,  que as mesmas vão ser reabertas.

“Não temos uma estimativa, mas logo, logo, serão reabertas”. Segundo António Muhalia, a comunidade islâmica na província da Lunda Norte “não exerce o seu direito de culto” desde Fevereiro passado, período em que os mais de dez mil muçulmanos viram encerradas, pelas autoridades, no quadro da Operação Resgate, as 39 mesquitas da província.

“Infelizmente, estão encerradas no total 39 mesquitas, a maior parte aconteceu em 2018 e este ano mais duas foram encerradas. Não estamos a rezar e estamos impedidos de fazer os cultos”, disse anteriormente à Lusa, António Muhalia.

JA

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