Saúde

Angola precisa de 300 mil dadores para suprir o défice de sangue

Angola precisa de 300 mil dadores voluntários de sangue para atender as necessidades dos pacientes, disse ontem, em Luanda, o secretário de Estado da Saúde para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio.

Angola precisa de 300 mil dadores para suprir o défice de sangue
Angola precisa de 300 mil dadores para suprir o défice de sangue

Hospitais estão sem reservas de sangue devido às falhas no sistema nacional de recolha
Fotografia: Paulo Mulaza | Ediçoes Novembro

No Memorial António Agostinho Neto, local escolhido para a comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue, Leonardo Inocêncio, revelou que o número de dadores ainda é incipiente e que o país está abaixo da meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
“O acto de doação de sangue a nível do país é irrisório, o que dificulta o alcance das metas recomendadas pela OMS”, disse o secretário de Estado, sublinhando que o maior número de doações passa pela forma coerciva, ou seja, a maior parte é feita por familiares de pacientes que necessitam de uma transfusão de sangue.
Para o governante, há a necessidade da divulgação e consciencialização da sociedade para que cresça a cultura da doação de sangue no país, sendo importante também a mobilização por parte da juventude no acto da doação voluntária, para que “seja o sangue a esperar pelo doente e não o doente a esperar pelo sangue”.
A directora adjunta para área técnica do Instituto Nacional do Sangue, Eunice Manico, lembrou a necessidade do país aumentar as doações por entender que “doar sangue é salvar vidas”.
Do total de 300 mil dadores necessários anualmente há apenas dez mil. Noventa por cento das doações são de carácter familiar.
“Precisamos de mais doações regulares, durante todo o ano, para que os stocks estejam abastecidos e capazes de dar resposta adequada às solicitações das unidades hospitalares”, realçou Eunice Manico. Diante de algumas reclamações feitas por doadores voluntários, a encarregada avançou que existem programas de formação para capacitar os técnicos de saúde. Além disso, quem possui um cartão de dador pode ser atendido em qualquer unidade hospitalar.
A dadora Elisandra Oliveira recebeu uma medalha de honra. Ela começou a fazer doações de sangue aos dezoito anos motivada pelo amor e depois de ver a amiga morrer por falta de sangue. É dadora há dois anos e pensa continuar. Quer salvar vidas.
O mais velho dos dadores de sangue, hoje reformado, esteve presente na cerimónia para ser homenageado. Carlos Alberto Octávio tem 83 anos e é doador há 43 anos. Hoje continua a sentir-se bem e apela aos jovens a manterem um estilo de vida saudável para que estejam em prontidão sempre que necessário.
A celebração do Dia Mundial do Dador de Sangue visa aumentar a consciência do acto de doar.

JA

Tags
Mostrar Mais

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back to top button